Alimentação natural pode ajudar pets a entrarem em forma
1 Mar, 2026
Um pet mais rechonchudo pode parecer fofo, mas o excesso de peso é um problema crescente e preocupante. No Brasil, cerca de 40% dos cães e gatos estão acima do peso ideal, segundo levantamento da Royal Canin em parceria com a Censuswide. A obesidade pode desencadear doenças como diabetes, problemas cardíacos, alterações articulares e até reduzir a expectativa de vida. O médico-veterinário Robson Vivas alerta que o sobrepeso ainda é frequentemente negligenciado. “Muitos tutores consideram normal que o animal esteja fortinho, mas alguns sinais precisam de atenção. Aumento do volume abdominal, dificuldade em apalpar as costelas e respiração ofegante, mesmo em repouso, são indícios claros de sobrepeso”, explica. Segundo ele, a relutância em brincar ou se exercitar também é um sinal de alerta. Embora o ganho de peso seja associado ao avanço da idade, o veterinário reforça que qualquer mudança deve ser avaliada. “A obesidade não é apenas uma questão estética. Ela compromete a qualidade de vida e pode agravar ou desencadear doenças crônicas”, afirma. Entre as estratégias para o controle do peso, a alimentação natural surge como aliada importante. “A alimentação natural permite controle preciso dos ingredientes e das porções. É possível ajustar a dieta de acordo com o metabolismo e as necessidades específicas de cada animal”, destaca Vivas. Segundo ele, carnes magras, vegetais, grãos e suplementos indicados por profissional capacitado podem compor uma dieta equilibrada e nutritiva. Além de auxiliar no emagrecimento saudável, a alimentação natural pode contribuir para melhor digestão, mais disposição e manutenção da massa muscular. O especialista, no entanto, ressalta que qualquer mudança alimentar deve ser feita com orientação veterinária para evitar deficiências nutricionais. Outras medidas complementam o processo de controle de peso. Estabelecer horários regulares para as refeições é uma delas. “Quando o animal tem rotina alimentar definida, reduzimos a chance de ele comer por ansiedade ou impulso, especialmente aqueles que passam muito tempo sozinhos”, explica. O controle de petiscos também é fundamental. “Petiscos são formas de carinho, mas em excesso contribuem para o ganho de peso. O ideal é oferecer com moderação e optar por alternativas mais saudáveis, como pequenas porções de frutas e legumes indicados para pets”, orienta. Ele alerta ainda para o risco de oferecer alimentos humanos ricos em calorias, como pães e queijos, inadequados para cães e gatos. A atividade física é outro pilar essencial. Para cães, recomenda-se pelo menos 30 minutos de caminhada duas vezes ao dia, além de brincadeiras que estimulem o gasto de energia. Já os gatos, mesmo dentro de casa, precisam de estímulos como brinquedos interativos, arranhadores e circuitos que incentivem o movimento. Por fim, o acompanhamento regular do peso faz toda a diferença. Pesagens periódicas ajudam a identificar alterações precocemente e permitem ajustes na alimentação e na rotina de exercícios. “Com metas realistas e acompanhamento profissional, é possível promover emagrecimento seguro e melhorar significativamente a qualidade de vida do animal”, conclui o veterinário. Manter o pet no peso ideal é uma questão de saúde e bem-estar. Com orientação adequada, alimentação equilibrada e rotina ativa, é possível garantir mais anos de vida saudável ao melhor amigo.