Ressaca do carnaval mantém ritmo da folia no Museu da República

admin
1 Mar, 2026
Mesmo após os quatro dias oficiais de festa, muitos foliões ainda ficam com um gostinho de quero mais depois do carnaval. É esse público que movimenta as tradicionais ressacas carnavalescas no Distrito Federal. Nesse sábado (28/2), o Museu Nacional da República recebeu o Canteiro do Samba, que levou batucada e alegria aos presentes. Fique por dentro das notícias que importam para você! A programação começou às 17h, em clima de animação. Entre os foliões, estava o grupo de amigas e farmacêuticas Dannyelle Avila, Iandra Mazer e Ísis Sivinski. As três passaram o carnaval em locais diferentes e aproveitaram o evento para curtir juntas o clima carnavalesco que não puderam compartilhar durante o feriado oficial. Dannyelle, de 43 anos, contou ao Correio que decidiu aproveitar a ocasião para matar a saudade da folia. Neste ano, ela viajou para Porto Alegre para visitar a família e, por isso, não curtiu o carnaval em Brasília. “Eu estava carente de carnaval, por isso decidi curtir hoje”, afirmou. Ao contrário, Iandra Mazer, 40, passou o carnaval na Bahia. Apesar de ter aproveitado bastante a folia baiana, disse que ainda queria encerrar a temporada ao lado das amigas na capital. “A expectativa é fechar o carnaval com chave de ouro com o bloco Eduardo e Mônica, que eu amo e sou muito fã”, disse. Evolução da folia Já Ísis Sivinski, 34, curtiu o carnaval em Brasília. Morando na capital desde 2017, ela destacou a evolução da festa ao longo dos últimos anos. Para ela, a experiência foi “sensacional”. “Foi muito bom, diversidade pura. Consegui acompanhar vários blocos”, afirmou. Mesmo após vários dias de festa, ela decidiu aproveitar também a programação do fim de semana. “Carnaval é uma energia que a gente quer o ano inteiro”, completou. A bombeira militar Lorena Ferreira, 36, também optou por passar o carnaval em Brasília. Natural de Minas Gerais, ela mora na capital há 11 anos e elogiou a folia local. Segundo ela, a comemoração tem evoluído e oferece boas opções para quem quer curtir sem sair da cidade. Apesar de considerar que ainda faltam grandes atrações nacionais, Lorena destaca que a programação abre espaço para artistas e bandas locais. “Não é o carnaval ideal, com grandes nomes, mas é uma oportunidade de ver a arte e a música daqui. Isso é muito positivo”, afirmou. Animada, ela seguiu aproveitando o Canteiro do Samba para gastar o restinho de energia que sobrou da maratona carnavalesca. O empresário João Pedro, 35, morador do Noroeste, também marcou presença na ressaca. Segundo ele, neste ano a rotina foi diferente: em vez de cair na folia, passou boa parte do período trabalhando. “Eu e minha família passamos o carnaval trabalhando, então acabamos curtindo mais em casa mesmo”, contou. Ainda assim, ele, a esposa e a filha decidiram aproveitar o último dia de festa para não deixar a data passar em branco. “A ressaca é uma oportunidade de aproveitar, nem que seja um pouquinho, para não dizer que não vimos nenhum bloquinho.” Para João, o carnaval é uma expressão importante da cultura brasileira e, desta vez, teve um significado ainda mais especial. Casado com uma francesa, ele viu na programação a chance de apresentar a festa popular à esposa e à filha. “Elas não conseguiram acompanhar os outros dias, mas esse restinho está servindo para conhecer o carnaval de verdade”, afirmou. Janaína Lins, 45, também não conseguiu curtir o carnaval durante o feriado e aproveitou a ressaca para ter um gostinho da festa. Ela contou que precisou passar por uma cirurgia no início do mês e, por isso, ficou de fora da maior parte da programação. “Eu fiz uma cirurgia e não pude aproveitar o carnaval. Então hoje está sendo a minha folial”, disse, animada. Ao lado do marido, Márcio Freitas, 43, ela destacou que, quando não viajam para o Nordeste, o casal costuma buscar opções em Brasília. “O carnaval daqui é muito bom. Quem não consegue viajar tem que aproveitar a cidade mesmo”, avaliaram. Para os dois, a ressaca representa mais do que o encerramento da folia: é a garantia de que o ano não passe sem ao menos um gostinho de carnaval. Formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília, estagiou em 2024 na editoria "Eu, Estudante" do Correio Braziliense e, desde setembro do mesmo ano, atua como repórter na editoria de Cidades e no caderno de Direito e Justiça.