Os vermes da história
1 Mar, 2026
Já faz tempo que a imprensa resolveu apostar no jogo da politicagem. Seus interesses ilícitos, imorais suplantaram todos os princípios fundamentais do jornalismo . Os fatos foram abolidos. A apuração foi descartada. As narrativas foram encampadas. O mundo real se desfez nas páginas daqueles que já foram os principais jornais do país, nos portais de notícias mais acessados, nos telejornais que tinham mais reputação. Um país inteiro foi abandonado porque a imprensa desistiu de ser imprensa. Quem manteve-se lúcido, apesar de tudo, imune a essa tremenda armação e traição, se livrou dos jornalistas fajutos e os denunciou incansavelmente. Agora só não vê quem não quer. Foi tudo escancarado, com os casos do Banco Master , a condenação dos assassinos da Marielle Franco e até as pesquisas sobre a polilaminina... Não é que a imprensa não viu tudo de errado que ministros do STF começaram a fazer em 2019, ou antes, desde o fatiamento do processo de impeachment da Dilma. Não é que, de repente, não mais do que de repente, os “jornalistas” despertaram, recuperaram a visão, a audição, a capacidade de perguntar, de desconfiar. Não é que essa turma dos infernos, do nada, entendeu que alguns magistrados rasgaram a Constituição e passaram a praticar uma série de abusos, arbítrios e ilegalidades. Não é que as bestas da comunicação, como num passe de mágica, entenderam que o Inquérito do Fim do Mundo deve ir para a lata do lixo, com todos os seus filhotes... Os que fazem parte desse grupo infernal sabiam muito bem que estava tudo errado, que havia magistrados da mais alta corte praticando crimes, com o pretexto de “salvar a democracia ”. Se desistiram de sua profissão, se abandonaram o senso crítico, foi porque as artimanhas todas do Supremo eram voltadas para os conservadores, inimigos declarados da grande maioria de qualquer redação jornalística neste país. E os “jornalistas” entregaram-se a uma tolerância criminosa, a uma cumplicidade com os togados que engendraram a maior ditadura que o Brasil já enfrentou. Até que não deu mais... E a perseguição chegou também à imprensa que tinha desistido de ser imprensa. Em relação ao assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, em 2018, tudo o que a imprensa fajuta fez foi tentar ligar Jair Bolsonaro ao crime. A turma do mal da comunicação usou os truques mais baixos para forjar um culpado, usou o assassinato como um “palanque político”. Como Bolsonaro não tinha nada a ver com o caso, os jornalistas fedorentos não deram assim tanto espaço à condenação, na última quarta-feira, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão como mandantes do crime... Claro, a notícia foi dada, mas sem o barulho, sem ocupar o espaço que haveria se o condenado fosse o “réu preferido” da galera do joguinho imundo, que nunca quis identificar, julgar e condenar os verdadeiros responsáveis pela morte de Marielle. Entregam-se agora também todos os jornalistas e cientistas de araque que defenderam as vacinas da Covid, mesmo tendo sido feitas às pressas, mesmo que usassem uma técnica inédita. Essas “vacinas” não precisavam de nenhuma comprovação sobre nada, nem eficácia, nem segurança. E eram aplicadas em pessoas saudáveis, e eram obrigatórias. Para a polilaminina, uma esperança para quem perdeu os movimentos do pescoço para baixo ou da cintura para baixo, querem estudo clínico completo, grupos de controle, análise estatística com grandes grupos, todos os testes, todas as fases, no tempo que for necessário... A turma do rigor científico “só quando interessa” é a mesma que só enxerga crimes quando pode escolher os suspeitos, os réus, os condenados. É a mesma que aceita o desrespeito à Constituição, se isso serve para perseguir e aniquilar aqueles que ela também escolheu como inimigos. A imprensa que se autodenominou o “quarto poder” virou uma farsa. O que deveria fazer agora era reconhecer todos os seus erros, seus pecados, todas as suas fraudes, todos os seus crimes e pedir perdão ao Brasil. De joelhos, de joelhos... Os cristãos haveriam de perdoar, de forma incondicional e ilimitada, os jornalistas que se perderam, para que pudessem curar suas almas. Devolver a eles a credibilidade que um dia tiveram, isso nunca mais será possível.