Ataques dos EUA e Israel contra o Irã são inaceitáveis, diz ministro chinês
1 Mar, 2026
“Os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã são inaceitáveis”, afirmou neste domingo o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi , ao defender um cessar-fogo imediato e a retomada das negociações para evitar um conflito regional mais amplo. O “assassinato flagrante de um líder soberano” e a incitação à mudança de regime são “inaceitáveis”, disse Wang ao ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante uma conversa telefônica, segundo a agência estatal chinesa Xinhua. Os EUA e Israel atacaram o Irã na madrugada de sábado, matando o líder supremo iraniano, Ali Khamenei. O presidente dos EUA, Donald Trump, instou os iranianos a aproveitarem o momento e “assumirem” o governo. Wang afirmou que a China deseja a cessação imediata das ações militares e o retorno ao diálogo o mais rápido possível. Neste domingo, a embaixada da China em Israel aconselhou seus cidadãos a se deslocarem para áreas mais seguras dentro do país ou a deixarem o território rumo ao Egito pela passagem de fronteira de Taba. O Ministério das Relações Exteriores da China também pediu, neste domingo, para cidadãos chineses no Irã deixarem o país “o mais rápido possível”, listando quatro rotas terrestres para Azerbaijão, Armênia, Turquia e Iraque. O Irã lançou ataques de retaliação com o objetivo de atingir bases dos EUA na região, mas outros locais em cidades do Golfo também foram atingidos. Cidadãos chineses ficaram feridos nos ataques, e alguns deles ficaram retidos, informou o Ministério das Relações Exteriores da China, que advertiu seus nacionais a evitarem completamente viagens à região. Em comentário publicado neste domingo, a agência estatal chinesa Xinhua criticou o ataque, classificando-o como “agressão descarada contra uma nação soberana” e como exemplo de “política de poder e hegemonia”. A agência de notícias Xinhua afirmou que o uso de coerção militar por Washington representa uma “violação flagrante” dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e um afastamento das “normas fundamentais das relações internacionais”. O conflito provocou interrupções e cancelamentos generalizados de voos. A operadora aérea Cathay Group, com sede em Hong Kong, suspendeu no sábado suas operações no Oriente Médio, afetando voos de passageiros de e para Dubai e Riad, bem como serviços de carga que passam pelo Aeroporto Internacional Al Maktoum, em Dubai, informou a Cathay, controladora da Cathay Pacific Airways, em comunicado. A empresa afirmou que está redirecionando voos que normalmente passam sobre a área afetada.