Irã anuncia aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino após morte de Khamenei
1 Mar, 2026
O aiatolá Alireza Arafi foi eleito líder supremo interino do Irã, neste domingo (1o), e terá a missão de conduzir o processo de escolha de um novo comandante para o país. A decisão ocorre um dia após a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A informação foi divulgada por agências oficiais iranianas. Arafi passará a chefiar o Conselho Interino de Liderança, responsável por conduzir o Irã até que um novo líder supremo seja escolhido permanentemente. A escolha foi anunciada em uma postagem nas redes sociais. "O Conselho de Discernimento do Interesse do Estado elegeu o aiatolá Alireza Arafi como membro do Conselho Interino de Liderança", escreveu o porta-voz do conselho, Mohsen Dehnavi, no X (antigo Twitter). Também farão parte do Conselho Provisório o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei. O grupo será responsável por governar o país até que a Assembleia dos Peritos conclua a seleção do novo líder supremo, processo que, segundo as autoridades, deve ocorrer o mais rapidamente possível. Trump confirma morte de Ali Khamenei O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (28) a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei , após um ataque em grande escala lançado por Washington e Israel contra a república islâmica, que incendiou a região. Nas ruas de Teerã, as primeiras informações sobre a morte de Khamenei, o líder absoluto do Irã desde 1989, foram recebidas com aplausos e gritos de alegria, segundo disseram testemunhas. “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social. Num discurso televisado pouco antes, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia antecipado que o ataque destruiu "o complexo do tirano Khamenei no coração de Teerã" e que havia "muitos compromissos" de que ele havia morrido. O Irã respondeu a esses ataques sem precedentes com salvas de mísseis contra Israel, onde morreu uma mulher, e também contra várias monarquias do Golfo, muitas delas com bases militares americanas. As ações causaram um morto e vários feridos e paralisaram o tráfego aéreo e marítimo tão importante elo comercial entre Ásia, Europa e África. *Com informações da AFP