Ataques dos EUA e Israel mataram ao menos 9 líderes no Irã

admin
1 Mar, 2026
EUA e Israel mataram 9 altos líderes do Irã –entre eles o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei– nos ataques aéreos realizados desde sábado (28.fev.2026). As operações foram batizadas de “Fúria Épica” pelos americanos e “Leão Rugindo” pelos israelenses. As investidas também deixaram 201 mortos e 747 feridos entre a população, segundo o Crescente Vermelho iraniano.Khamenei tinha 86 anos e ocupava o posto mais alto da hierarquia política e religiosa do país desde a morte do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini. Estava no posto há 35 anos. Era o mais longevo chefe de Estado do Oriente Médio. O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, que governou o país de 2005 a 2013, também foi morto em um dos ataques.Segundo as IDF (Forças Armadas de Israel), em apenas um minuto da 1a salva da operação, 40 comandantes seniores foram mortos em ataques simultâneos a vários pontos de Teerã, onde membros do alto escalão de segurança estavam reunidos.O presidente dos EUA, Donald Trump, celebrou os resultados. “Esta é a maior oportunidade para o povo iraniano retomar seu país”, afirmou em publicação na rede Truth Social. O republicano descreveu Khamenei como “um dos seres humanos mais malvados da história”.Leia a lista de líderes que morreram nos ataques:Ali Khamenei — Líder Supremo do Irã Nascido em 1939, em Mashhad, filho de um estudioso religioso, Khamenei aderiu ao movimento de oposição de Khomeini em 1962. Após a Revolução Islâmica de 1979, tornou-se vice-ministro da Defesa e ajudou a organizar a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica). Assumiu o poder em 1989 sem ter o nível religioso exigido pela constituição –que foi emendada para permitir sua posse. Governou com mão de ferro por quase 37 anos, mantendo posições intransigentes na política externa e no confronto com os EUA.Ali Shamkhani, 70 anos — Secretário do Conselho de Segurança Nacional Veterano da Revolução de 1979, foi ex-chefe da Marinha e do Exército da IRGC e conselheiro próximo de Khamenei. Em 2023, articulou a reaproximação entre Irã e Arábia Saudita. Israel já havia tentado eliminá-lo na guerra de 12 dias de junho de 2025, acreditando inicialmente ter tido sucesso.Mohammad Pakpour — Comandante da Guarda Revolucionária (IRGC) Descrito pelo IDF como um dos principais idealizadores do “plano para destruir Israel”. Supervisionava os sistemas de fogo estratégico do Irã, apoiava organizações militantes no exterior e teve papel de destaque na repressão violenta de protestantes iranianos no mês anterior aos ataques.Abdolrahim Mousavi — Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Havia assumido o cargo após a morte de seu antecessor, Mohammad Bagheri, em ataques israelenses em junho de 2025. O IDF o ligou a ataques de mísseis contra Israel que teriam matado civis israelenses.Aziz Nasirzadeh — Ministro da Defesa Ex-comandante da Força Aérea e ex-vice-chefe do Estado-Maior. Acredita-se que supervisionava instalações de produção de mísseis de longo alcance, transferências de armas para forças aliadas do Irã e a organização SPND (Organização de Inovação e Pesquisa Defensiva), ligada a projetos de armas nucleares, biológicas e químicas.Mohammad Shirazi — Chefe do Gabinete Militar de Khamenei Ocupava o cargo desde 1989 e era o principal elo de coordenação entre os comandantes militares e o líder supremo. Figura discreta, mas central na estrutura de poder do regime.Hossein Jabal Amelian — Chefe da SPND Responsável pelo desenvolvimento de tecnologias e armamentos avançados, incluindo projetos relacionados a armas nucleares, biológicas e químicas.Reza Mozaffari-Nia — Ex-chefe da SPND e ex-vice-ministro da Defesa Acredita-se que desempenhou papel no avanço dos esforços iranianos para desenvolver armas nucleares.Saleh Asadi — Oficial Sênior de Inteligência Chefe de inteligência do comando de emergência Khatam al Anbiya. Era considerado peça-chave na formulação da estratégia de política externa iraniana em relação a Israel e aos EUA.