Ato na Paulista reúne Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira e governadores

admin
1 Mar, 2026
Apoiadores de ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram na avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo (01) para reivindicar, dentre outras pautas, anistia para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro e liberdade para o líder político. Batizado de "Acorda, Brasil", o ato convocado por nomes da oposição, como o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), levantou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em convocatória nas redes sociais, Nikolas defendeu o tema "Fora, Lula, Moraes e Toffoli". Durante a manifestação, em cima de um trio elétrico estacionado na esquina com a Rua Peixoto Gomide, Nikolas repetiu o mote e direcionou falas a cada um dos citados. "Quero dar um recado aqui para Lula, seu bandido, nós vamos derrubar o veto ao projeto de lei da dosimetria", disse o deputado. O projeto, que prevê a redução de pena para condenados pelos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023, é um dos focos da oposição. Para a derrubada do veto presidencial, é exigido o voto da maioria absoluta da Câmara dos Deputados e do Senado, em sessão conjunta do Congresso Nacional. Isso significa que são necessários pelo menos 257 votos de deputados e 41 de senadores. Políticos presentes no ato deste domingo mostraram-se confinantes na reversão da decisão presidencial. Sobre os ministros do STF, Nikolas defendeu o impeachment de Alexandre de Moraes e de Dias Toffoli. "Ministro Alexandre de Moraes, coloque-se no seu lugar de juiz, senão nós vamos te tirar da sua cadeira", falou ao microfone. O político mineiro também reconheceu que há uma "vontade da esquerda de derrubar o Toffoli", mas que eles, da esquerda, "estão achando que a gente vai derrubar um e vamos parar. Se a gente derrubar um, cai outro, cai Moraes, até cair todo mundo". "Há uma perseguição política nesse país de quem está de verde e amarelo, mas se você está de vermelho tudo bem, pode até roubar que você vira presidente. Mas quem está de verde e amarelo é chamado de extremista e fascista", diz Nikolas Ferreira. Flávio Bolsonaro, por sua vez, evitou citar os ministros nominalmente, reafirmando apenas que é favorável ao impeachment de "qualquer ministro do STF que descumpra a lei." Ele também defendeu a anistia geral e irrestrita dos condenados pelo 8 de janeiro e a soltura do pai. "Censuraram nossas redes sociais, mandaram a PF na casa de pessoas inocentes, botaram tornozeleira eletrônica na perna de pessoas humildes e trabalhadoras, prenderam pessoas que nunca cometeram crimes, obrigaram brasileiros a saírem da própria pátria para escapar de perseguição. Mas nós estamos aqui", destacou. Em conversa com jornalistas, o pré-candidato à Presidência da República chegou a atribuir a sua recente subida nas pesquisas de intenção de voto à "incompetência do atual governo" e a percepção de que o "povo brasileiro que está sofrendo". "O Lula é uma mercadoria vencida, ninguém vai conseguir mais engolir essa picanha podre, essa cervejinha choca que o Lula se transformou ", comentou o senador. Ele ainda aproveitou para agradecer a presença dos governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, na manifestação. "[São] Dois pré-candidatos à Presidência, como eu, o que demonstra que este ato de hoje não foi eleitoral". Além dos governadores, estiveram presentes deputados estaduais e federais e outras figuras políticas, como Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está cumprindo agenda oficial na Alemanha e não compareceu à manifestação. Virtualmente, Eduardo Bolsonaro apareceu no telão do trio elétrico e falou sobre a liberdade de "presos políticos e exilados" e sobre uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na corrida pelo Palácio do Planalto.