Eu não teria marcado nenhum dos pênaltis, em Choque-Rei em que o melhor time venceu
2 Mar, 2026
Melhores momentos: Palmeiras 2 x 1 São Paulo pela semifinal do Paulistão 2026 O Palmeiras vai disputar a 7a final seguida do Paulistão. Conseguiu o feito ao derrotar o São Paulo por 2 a 1 em clássico disputado neste domingo, em Barueri. Crédito: CazéTV via FPF Deu a lógica na Arena Crefisa Barueri. O time de melhor campanha no Paulistão venceu merecidamente o Choque-Rei . Mais uma vez como tem acontecido contra o rival, desde 2023, em 11 clássicos, e como está ocorrendo com o Palmeiras desde 2020, antes mesmo da chegada de Abel Ferreira . Pela sétima vez seguida o Verdão é finalista estadual. Em todas sem discussão. Estadão Esportes lança canal no YouTube. Inscreva-se e veja o melhor da opinião, bastidores e entrevistas do universo esportivo Ou bem menos do que os lances reclamados por são-paulinos e palmeirenses. Não marcaria a bola no braço de Gómez chutada por Lucas, quando já estava 1x0, gol de Maurício no primeiro tempo em que o dono da casa foi melhor que o amuado e amedrontado rival. Lance que se marca pênalti muitas vezes no Brasil – mais um motivo para eu não interpretar como falta... PUBLICIDADE Entendo quem marcasse a mão na bola. Mas, para mim, Lucas estava muito próximo de Gómez, e a bola veio muito rápida; não havia tempo hábil para Gustavo querer meter o braço. E, para mim, como fala a regra 12 do jogo, não houve movimento antinatural do braço esquerdo do zagueiro alviverde. Antinatural seria Gómez estar com o braço colado ao corpo como um Playmobil. Ele não quis ampliar a área corporal. Ou não teve tempo e espaço hábil para isso. Se sou o VAR, também não chamo Daiane Muniz, por entender que não foi um “erro claro e manifesto” - como foi a escolha de Crespo ao escalar Luan no lugar de Danielzinho... Na sequência, outra desatenção defensiva de um São Paulo (que não soube marcar, armar e atacar, perdendo quase todos os lances e divididas), deu no segundo gol de Flaco López, em cruzamento de Piquerez. Publicidade Jogo administrado pelo Palmeiras até a não menos discutível Lei da Compensação – regra 18 do futebol. Marlon Freitas deixa o braço esquerdo no pescoço de Bobadilla, que se atira no gramado com delay. Daiane não perde tempo e marca o pênalti que eu não teria marcado. Mas também entendo quem acha que o volante alviverde fez falta no tricolor. E, se VAR fosse, eu também não chamaria para revisão. A decisão é subjetiva, e de campo. Mesmo que, para mim, errada. Calleri diminuiu aos 23. Cauly demorou a entrar. E o São Paulo seguiu sem nada criar. Se o Palmeiras não criou tantas chances (cinco, com boa vontade), o time amedrontado de Crespo só teve o pênalti convertido. E, se o primeiro fosse marcado, também só teria chegado assim. Quase nada contra o Palmeiras que foi bem melhor na primeira etapa, soube administrar no segundo tempo, e merece fazer final equilibrada contra o Novorizontino que foi melhor do que o São Paulo, Corinthians e Santos. E já foi melhor até a final do que o Palmeiras. Mas, agora, a história pode ser outra. Até pela história em campo.