Moraes nega novamente prisão domiciliar de Bolsonaro
2 Mar, 2026
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou novamente o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi publicada nesta 2a feira (2.mar.2026). Eis a íntegra (PDF – 239 kB). O magistrado respondeu a uma petição enviada pela defesa em 11 de fevereiro. Os advogados enviaram um parecer técnico elaborado pelo médico Cláudio Birolini e argumentaram que a transferência teria caráter humanitário, conforme estabelecido pela jurisprudência do Supremo. A defesa também citou o relatório feito pela Polícia Federal, que pediu que o ex-presidente tivesse seus “sintomas neurológicos” analisados , mas indicou que não havia necessidade de hospitalização. Eis a íntegra (PDF – 3 MB). Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os . Inscreva-se Inscreva-se O laudo havia sido enviado a Moraes em 6 de fevereiro. O diagnóstico foi elaborado com base em exame clínico direto e análise de documentações apresentadas pela defesa de Bolsonaro. Os peritos discordaram do diagnóstico de pneumonia bacteriana não especificada, anemia por deficiência de ferro, sarcopenia e depressão. O relatório médico recomenda a “ otimização ” dos tratamentos e de medidas preventivas “ em decorrência do risco de complicações, principalmente de eventos cardiovasculares ”. Também indica prática de atividade física aeróbica e com resistência e fisioterapia para o equilíbrio postural. Em 20 de fevereiro, a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou contra a concessão de prisão domiciliar humanitária. Moraes seguiu o entendimento do procurador-geral Paulo Gonet. Na decisão, argumentou que o ex-presidente tem “ a plena garantia da dignidade da pessoa humana, através de atendimento médico contínuo e permanente, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, integral assistência religiosa, visitas permanentes da esposa, filhos, filha e enteada, além de numerosas visitas de advogados e terceiros ”. O ministro incluiu registros de visitas e tratamentos providenciados pela direção do Complexo Penitenciário da Papuda, onde o ex-chefe de Estado está detido. Bolsonaro caiu e bateu a cabeça em sua antiga cela na Superintendência Regional da Polícia Federal no dia 6 de janeiro de 2026. Foi levado ao DF Star no dia seguinte para fazer exames. Um dos médicos de sua equipe, Brasil Caiado, afirmou que ele sofreu traumatismo craniano leve com a queda ao tentar caminhar no local. O médico também disse que havia uma suspeita de que a desorientação que levou à queda do ex-presidente tenha sido causada pela interação dos medicamentos para crise de soluços. O ex-presidente foi transferido para a Papudinha em 15 de janeiro, por determinação de Moraes. Esta reportagem receberá mais atualizações.