Peça sobre exaustão materna ganha palco em Curitiba

admin
2 Mar, 2026
A montagem “Não Me Chame de Mãe” sobe ao palco da CAIXA Cultural Curitiba no final de semana do Dia Internacional das Mulheres (6 a 8). O enredo gira em torno de uma mãe solo que consegue uma rara hora livre quando o genitor de sua filha cumpre, pela primeira vez, o horário de convivência com a criança. Assim, tem de decidir o que fazer com seu tempo para si. O espetáculo conta com apresentações gratuitas e é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.Rede UCI faz ‘esquenta’ para Oscar com maratona de indicados a preços promocionais“Não Me Chame de Mãe” provoca, acolhe e desperta riso sem romantizar a maternidade. A obra dialoga diretamente com mulheres que reconhecem, em Elisa, diferentes camadas de suas próprias vivências — inclusive aquelas que não são mães. Essa identificação ganha forçaem um dos momentos mais marcantes da encenação, quando a personagem lança a pergunta: “Você já viu sua mãe descansando?” A dramaturgia nasceu de um processo de escuta ampliada. O espetáculo foi desenvolvido ao longo de dois anos pela diretora Luciana Navarro e pela atriz Carolina Damião, ambas mães solo que, no período pós-pandemia, buscaram transformar em linguagem cênica experiências pessoais e coletivas que atravessavam seus cotidianos. As vivências individuais se somam às conversas que Carolina mantém com mais de 80 mil mulheres em suas redes sociais, onde circulam relatos reais de mães que tentam conciliar cuidado, trabalho, exaustão e autonomia. “A gente queria se ver. E se ver no palco seria uma rebeldia, porque ninguém estava nos pedindo isso. Era o nosso próprio impulso poético de escrever nossas dores e nossos desejos. Queríamos romper esse isolamento. Transformamos o nosso silêncio acumulado em grito e acolhimento”, afirma a diretora Luciana Navarro. Segundo ela, o processo criativo foi marcado pela autonomia e pela construção coletiva entre mulheres que precisaram abrir seus próprios caminhos. “Tivemos que criar esse caminho juntas e sozinhas”, completa. Já Carolina Damião conta: “Eu estava fora do mercado de trabalho, por fora do teatro, dos editais, de tudo, completamente imersa na pandemia e no puerpério, sozinha cuidando de uma criança muito pequena. Foi quando a Luciana me disse que eu precisava voltar para os palcos, que o meu trabalho na internet deveria se estender para o teatro, e a gente começou a compartilhar nossas histórias maternas e a criar o ‘Não me chame de mãe’. Dos textos que eu escrevi, o que mais explicita esse meu processo de vida naquele momento da criação é a ‘História para dormir’, que é um poema, na qual a personagem termina dizendo: ‘e viveram invisíveis para sempre’, porque era justamente desse lugar que eu estava querendo sair.” Elisa é uma personagem ficcional inserida nesse contexto de solidão e sobrecarga, mas carrega múltiplas vozes, reforçando a ideia de que essas mulheres não estão sozinhas. O espetáculo se constrói, assim, como um espaço de identificação, acolhimento e partilha. “Não Me Chame de Mãe” estreou em Maringá (PR), em 2024, viabilizado pelo Prêmio Aniceto Matti, e agora percorre o estado por meio da Lei Aldir Blanc, ampliando o debate sobre saúde mental materna e sobre o papel da coletividade na sustentação da infância. Após cada apresentação, o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa com a atriz, ampliando o espaço de escuta e troca sobre os temas abordados em cena. Atividades paralelas gratuitas e abertas ao público: • Ensaio aberto no dia 5 de março, das 14h30 às 17h • Bate-papo sobre arte, maternidade e mercado de trabalho, no dia 4 de março, às 20h, com Letícia Costa (jornalista, mãe da Aurora e idealizadora do Kilombo das Mães Pretas), com captação em formato de podcast e acessibilidade em Libras)Mais informações sobre essas ações estão disponíveis no Instagram @naomechamedemae. SERVIÇOEspetáculo: Não Me Chame de Mãe Formato: Monólogo teatral + roda de conversa Classificação indicativa: 18 anos Duração: – Espetáculo: 60 minutos – Roda de conversa: 30 minutos Local: Caixa Cultural Curitiba Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro Datas e horários: – 06 de março (sexta-feira) – 20h – 07 de março (sábado) – 20h – 08 de março (domingo) – 19h Entrada gratuita Retirada de ingressos no local. Acessibilidade: sessão com Libras no dia 08 FICHA TÉCNICADireção Artística – Luciana Navarro @gloz.artes Elenco – Carolina Damião @carolina_damiao_ Intérprete de Libras – Dani Marrie – Fluindo Libras @dani_marrie @fluindolibras Dramaturgia – Carolina Damião e Luciana Navarro Trilhas Originais – Natália Gimenes @nategimenes Técnico de som – Chá di Lirian @chadilirian Técnica de Luz – Fábia Regina @fabia_rguimaraes Concepção de cenário e figurino – Luciana Navarro Assistência e produção de cenário e figurino – Carolina Damião Preparação Vocal – Ariadine Gomes @ariadinegomescanta Vozes – Carolina Damião e Luciana Navarro Artista Local – bate-papo Arte e Maternidade – Letícia Costa @leticiiacosta Assessoria de Imprensa – Ana Paula Brandão, Madá Criativa @madacriativa.com.br Apoio Local Imprensa – Dani Brito Bureau de Comunicação @danibritocwbDesigner gráfico e social mídia – Fernando Souza, Maringaense Cultural @maringaensecultural Fotos e vídeos divulgação – Max Miranda, Fenda Filmes @maaxmiranda @fenda.art.br Fotos acervo Carolina Damião e Luciana Navarro – Polly Polsaque @polsaque Vídeo, registro – Guilherme de Souza, Duo Rec @gui.cisma Fotografia, registro – DANICARV @danicarv_ Distribuição de cartazes – Pretha Almeida @owpre___ Produção fonográfica e captação para podcast – Chá di Lirian @chadilirian Produção – Horla Produção e Arte Coordenação de Produção – Carolina Damião Produção Executiva – Isadora Cecília @isadorayalode Produção e mobilização – Carolina Mariano @marolina.c Produção Local – Pretha Almeida @owpre___ Jurídico – Natália Ferruzzi @natferruzzi O post Peça sobre exaustão materna ganha palco em Curitiba apareceu primeiro em Bem Paraná.