Servidores iniciam concentração para protestos a favor do projeto do BRB
3 Mar, 2026
Nesta terça-feira ( 3/3), partir de 12h, a área em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) foi ocupada por servidores do Banco de Brasília (BRB), que se manifestaram em apoio ao projeto de lei que autoriza o GDF a oferecer imóveis públicos como garantia para operações de crédito destinadas ao banco. A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Bancários e tem como objetivo pressionar os deputados distritais a incluir e votar a proposta ainda hoje. Os parlamentares se reúnem às 15h para definir se o texto será incluído na pauta de votação. Fique por dentro das notícias que importam para você! O diretor do Sindicato, Ronaldo Lustoso, afirmou que a mobilização da categoria tem como objetivo garantir o fortalecimento do BRB. “Hoje a luta é para garantir que o BRB tenha esse reforço, que seja constituído um fundo que realmente fortaleça o BRB, que é o banco do povo de Brasília”, declarou. Segundo ele, os sindicalistas vêm conversando há semanas com deputados distritais para defender a aprovação do projeto. “Estamos conversando com cada deputado e deputada, mostrando a importância de fortalecer o BRB, que foi vítima de um dos maiores esquemas financeiros da história do Brasil”, disse. Lustoso reconheceu que o texto precisa de ajustes, mas defendeu que as mudanças sejam feitas no âmbito do Legislativo. “Entendemos que o projeto foi feito de forma apressada. Tem questões que precisam melhorar, mas estamos no local certo para isso, que é a Casa Legislativa”, afirmou. Para ele, a expectativa é que a reunião de líderes avance no entendimento sobre a urgência da matéria. “Se forem necessárias emendas, que sejam feitas, mas que o projeto seja votado o mais rápido possível para dar tranquilidade ao povo de Brasília”, completou. Funcionário do BRB há 14 anos, Alexandre Assis, 55 anos, afirma que acompanha com preocupação a crise enfrentada pela instituição. Para ele, a situação é resultado de decisões equivocadas da gestão. “É muito triste, muito irresponsável. Conduziram essa compra de carteira e a compra do Master de forma totalmente equivocada. Acho que os responsáveis têm que ser punidos, sejam dirigentes ou empregados que participaram disso”, declarou. Apesar das críticas, Alexandre defende a aprovação do projeto de lei que autoriza a operação para reforçar o banco. “A gente apoia o projeto porque é uma forma de dar sobrevida ao BRB”, afirmou. Segundo ele, caso a proposta não avance, há risco de medidas mais duras por parte do Banco Central. “Pode haver um RAET, um Regime de Administração Especial Temporária. Isso significa sanear o BRB para vender. Esse é o nosso receio”, disse. Ele afirma que nunca imaginou ver o banco nessa situação. “A gente não achava que seria conduzido de forma tão irresponsável”, completou. Formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília, com interesse na cobertura de pautas de direitos humanos, justiça e questões sociais