Petrobras diz estar preparada para oscilações do petróleo no Oriente Médio
6 Mar, 2026
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia está preparada para enfrentar diferentes cenários de preço do petróleo em meio à crescente instabilidade geopolítica provocada pelos conflitos no Oriente Médio, incluindo as tensões entre Estados Unidos e Irã.A executiva destacou que a estratégia da empresa é manter disciplina financeira e resiliência operacional independentemente das oscilações da commodity no mercado internacional.“Sem dúvida nenhuma estamos vivendo um momento de alta instabilidade geopolítica, e nossa preocupação é deixar a empresa preparada para qualquer cenário que ocorra em relação ao preço do petróleo”, afirmou em teleconferência com acionistas e investidores. Leia Mais Produção recorde sustenta resultado da Petrobras apesar da queda do Brent EUA elaboram plano para facilitar passagem no Estreito de Ormuz Veja vídeo do ataque de Israel a bunker militar subterrâneo de Ali Khamenei Segundo Chambriard, a Petrobras precisa estar preparada tanto para cenários de preços elevados quanto para quedas significativas da commodity. “Se ele for US$ 85 por barril, nós temos que estar preparados. Se for US$ 55 o barril, temos que estar igualmente preparados”, disse.A executiva ressaltou que se a escalada do preço do barril persistir vai exigir respostas mais rápidas. “Mas não temos certeza desta premissa”, frisa.Ela lembrou que, ao longo de 2025, o preço do petróleo apresentou forte volatilidade. O ano começou com a commodity acima de US$ 80 por barril, mas terminou abaixo de US$ 60, chegando a US$ 59. Mesmo com essa variação, a companhia conseguiu manter resultados positivos.No início deste ano, segundo a presidente, a volatilidade voltou a se intensificar, impulsionada principalmente pelas tensões geopolíticas e conflitos armados. Ainda assim, Chambriard disse que a política interna de preços da Petrobras permanece inalterada.De acordo com ela, a empresa continua acompanhando as paridades internacionais de preços do petróleo e dos derivados, mas evita repassar imediatamente as oscilações externas ao mercado brasileiro.“Nós observamos as paridades internacionais de preços de petróleo e derivados, sem repassar as volatilidades para o mercado interno brasileiro”, afirmou.Segundo ela, não há discussão na diretoria colegiada para alterar a política de preços da empresa. Além da gestão de preços, a Petrobras também acompanha os impactos logísticos e comerciais do cenário internacional. A companhia continua realizando importações e exportações conforme a necessidade operacional, enquanto as refinarias seguem ampliando sua capacidade de processamento.Claudio Romeo Schlosser, diretor executivo de logística, comercialização e mercados, frisa que o momento indica consequências positivas para a Petrobras, mesmo considerando questões de frete.“Os mercados que a gente abastece estão fora da região de conflito, como China, Índia e Europa. Há uma valorização e um posicionamento mais interessante para a companhia neste momento”, afirma.