Pai de Gerson rebate torcida do Flamengo e cita racismo: ‘Não aceitam o lugar em que o negro está’
12 Mar, 2026
Os argumentos do Flamengo para que SAFs e clubes associativos paguem impostos iguais Clube rubro-negro trabalha para a queda de veto presidencial que diferenciou alíquotas de impostas para os clubes e sociedades anônimas. Crédito: Produção: Vitória Schmitz | Fotografia e som: Felipe Pedro e Lucas Ghitelar | Edição: Júlia Pereira Alvo de hostilidades por parte da torcida do Flamengo nas dependências do Maracanã durante a vitória do time carioca sobre o Cruzeiro por 2 a 0 na noite desta quarta-feira, Marcão, pai e empresário do meia Gerson (que agora defende o time mineiro) divulgou uma postagem para comentar o episódio. Estadão Esportes lança canal no YouTube. Inscreva-se e veja o melhor da opinião, bastidores e entrevistas do universo esportivo Flamengo bate o Cruzeiro em noite de reencontros no Maracanã Pai de Gerson é hostilizado e leva garrafada ao sair das tribunas do Maracanã; veja vídeo Nas redes sociais, primeiro ele foi filmado deixando o estádio e demonstrou tranquilidade ao ser questionado sobre o comportamento da torcida rubro-negra. “A turma ficou um pouquinho nervosa lá, mas tá tranquilo. Sem ressentimento. Respira que é de graça porque a vida não tem replay”, disse. Depois, ele próprio gravou um pronunciamento trajando uma roupa social e à frente de uma piscina. “Estou passando aqui para agradecer a todos que se solidarizaram o acontecimento no Maracanã. Vou dizer a vocês que as pessoas que fizeram aquilo comigo não são torcedores do Flamengo porque eles deixaram de assistir ao jogo, comemorar a vitória do seu time, para querer me xingar e hostilizar.” PUBLICIDADE Na sequência do vídeo, ele disse que o protesto, no fundo, tinha questão social. “Eles não estavam ali reclamando pelo que eu fiz ou deixei de fazer, mas por quem sou eu e pelo meu trabalho. Pessoas não aceitam o lugar em que o negro está”, afirmou Marcão em referência ao fato de ter tido uma origem humilde e agora figurar em um posição social confortável. Em sua narrativa, o pai do jogador disse estar acostumado a sofrer esse tipo de discriminação e encerra a publicação agradecendo as mensagens de solidariedade que recebeu. “Quero dizer a vocês que eu estou bem. Estou acostumado com essas situações, de ter que lutar pelo que é meu. Mas pessoas estranhas e de vários lugares me mandaram mensagens. Agradeço e digo que estou pronto para trabalhar”. Marcão foi atingido por copos de cerveja e garrafas atiradas pela torcida do clube carioca. O episódio aconteceu ainda no primeiro tempo do confronto. Diante do ocorrido, ele foi retirado do Setor Maracanã Mais, lugar em que acompanhava o jogo, por seguranças e escoltado por policiais presentes no estádio. Durante a disputa, Gerson foi chamado de “mercenário” pelos donos da casa. Gerson deixou o Flamengo em julho do ano passado, após o Zenit, da Rússia, desembolsar 25 milhões de euros (cerca de R$ 159,2 milhões na cotação da época) para pagar a multa rescisória do atleta. Pouco antes, o meio-campista havia renovado o contrato com os cariocas, movimento que baixou o preço da sua multa de 200 milhões para 25 milhões de euros. A ação facilitou a saída do jogador para o exterior, situação que irritou a torcida flamenguista. Sem conseguir brilhar fora do País, o atleta decidiu retornar ao Brasil e acertou com o Cruzeiro. Publicidade