Marinho: Governo é intervencionista com medidas sobre alta do petróleo

admin
13 Mar, 2026
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou as medidas tomadas pelo governo federal em relação à alta do preço do petróleo, classificando-as como intervencionistas e sem compromisso com o futuro do país.Marinho afirmou que as atuais medidas representam uma diferença fundamental entre as duas administrações. “Um é intervencionista, não tem responsabilidade com o presente, nem tão pouco com o futuro. Ganhar a eleição é um preço a ser pago, mesmo que para isso signifique quebrar contratos, segurança jurídica, previsibilidade, gerar um passivo para a Petrobras“, criticou.Em entrevista ao CNN 360°, Marinho comparou as estratégias adotadas pelo atual governo com as implementadas durante o governo anterior, quando ocorreu situação semelhante no início da guerra entre Rússia e Ucrânia em 2022. “Quando o barril do petróleo disparou para US$ 130 em determinado momento, com reflexo inclusive na questão de alimentos, além de energia, a solução que foi apresentada ao país foi a instituição de uma política pública: zerar o PIS-COFINS, que o Governo Federal repete agora, e fazer uma ação monofásica na cobrança do ICMS dos estados”, explicou. Leia Mais Isenção no diesel expõe atraso nos preços e medo de reação de caminhoneiros Medidas coibem abusos nos preços dos combustíveis, diz Rui Costa Petróleo: Recuo tira pressão da Petrobras, mas defasagem ainda preocupa Segundo o senador, a administração anterior optou por não intervir diretamente na economia, estabelecendo parâmetros para a cobrança do ICMS sobre combustíveis, que em alguns estados chegava a 34%. “Foi feita uma parametrização em 18% e o projeto de lei permitiu que os estados pudessem fazer a compensação de uma eventual perda tarifária com ajuste de contas com as suas respectivas dívidas para a União”, detalhou.O senador também mencionou preocupações com o equilíbrio fiscal, comparando a gestão pública à economia doméstica: “Se você gasta mais do que arrecada, é evidente que em algum momento vai haver um colapso das suas contas particulares, isso não é diferente nas contas públicas”.Sobre o futuro, Marinho revelou que há cerca de seis meses o PL trabalha na elaboração de propostas para implementação em caso de retorno ao governo em 2027. “Nós temos todo o interesse de restabelecermos um equilíbrio fiscal... As pessoas querem previsibilidade, segurança jurídica, porque o que gera de verdade emprego, oportunidade de renda, não é gastar mais do que se arrecada, não é aumentar a dívida pública”, concluuiu. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.