Tóquio de Forza Horizon 6 é tão grande e detalhada que precisou de sua própria equipe de desenvolvimento | IGN First
17 Mar, 2026
Forza Horizon 6 promete ser o maior capítulo da série até agora. Desenvolvido pela Playground Games, o novo jogo marca também a expansão do próprio estúdio britânico, que hoje opera em três prédios diferentes em Leamington Spa, no Reino Unido. Com outro projeto do estúdio, Fable , sendo produzido em outra parte da cidade, toda a estrutura original da empresa passou a ser dedicada exclusivamente ao desenvolvimento da franquia de corrida. Essa expansão se reflete diretamente na escala do jogo. Ambientado no Japão, Forza Horizon 6 contará com o maior e mais denso mapa já criado pela série. A versão do jogo para Tóquio será o maior espaço urbano da história da franquia e terá cerca de cinco vezes o tamanho da cidade de Guanajuato, presente em Forza Horizon 5. Segundo o diretor de design Torben Ellert, escolher o Japão como cenário foi uma das decisões mais importantes do projeto. “É uma das primeiras decisões que tomamos e historicamente também uma das mais difíceis, porque influencia tudo”, explicou. O país já estava na lista de possíveis locais da série há vários anos, mas apenas agora o estúdio considerou que tinha condições de enfrentar o desafio. O diretor de arte Don Arceta acrescenta que o cenário trouxe desafios técnicos e criativos. “Cada local traz novos desafios e novas experiências de gameplay. No caso do Japão, havia muitas questões que precisávamos resolver, tanto em termos técnicos quanto de design.” Apesar da popularidade do cenário, os desenvolvedores afirmam que o jogo não depende apenas da ambientação. De acordo com Ellert, o objetivo foi garantir que Forza Horizon 6 também traga inovações em mecânicas e sistemas. Uma das principais novidades é o tamanho e a diversidade de Tóquio dentro do mapa. A cidade será tratada como um bioma próprio e dividida em quatro distritos distintos. As áreas suburbanas apresentam ruas estreitas, ciclovias e a densa rede de cabos elétricos típica de bairros residenciais japoneses. Já a região portuária reúne contêineres e estruturas industriais pensadas para manobras, saltos e criações no modo EventLab. Outro distrito é o setor industrial localizado em uma ilha acessível pela icônica Rainbow Bridge. Ali também estará a interpretação do famoso estacionamento Daikoku, conhecido entre entusiastas automotivos japoneses por reunir carros esportivos e encontros de automobilismo. O quarto distrito corresponde ao centro da cidade, inspirado em áreas como Shibuya e Akihabara, com ruas iluminadas por letreiros e arranha-céus. Segundo o diretor de produção Mike Bennett, a escala da cidade exigiu novas ferramentas de desenvolvimento. “É o nosso maior espaço urbano, cinco vezes maior que Guanajuato, mas também muito mais diverso. Temos arranha-céus no centro, áreas residenciais na periferia e uma infraestrutura viária multinível atravessando a cidade.” Fora da capital, o mapa inclui outros cinco biomas principais: os Alpes japoneses, terras altas, montanhas baixas, planícies e litoral. As áreas alpinas representam o ponto mais alto do mapa e permanecem cobertas de neve, incluindo uma estação de esqui e uma interpretação da rota alpina Tateyama Kurobe, famosa por seus corredores de neve. Já as terras altas são inspiradas em estradas panorâmicas como a Venus Line, enquanto as montanhas baixas servem de transição entre diferentes regiões do mapa e abrigam trechos ideais para corridas de touge. Nas planícies aparecem cenários rurais com campos agrícolas e templos tradicionais, às vezes contrastando com elementos modernos como trilhos elevados do trem-bala Shinkansen. Diferente de jogos anteriores da série, os biomas não são divididos apenas por regiões fixas, mas também pela altitude do terreno, o que altera gradualmente a paisagem conforme o jogador sobe ou desce no mapa. Outra novidade é a presença de múltiplos circuitos permanentes de corrida espalhados pelo mundo aberto. Segundo Bennett, a decisão foi inspirada pelos diversos circuitos menores existentes no Japão. Para facilitar a exploração, o mapa também será dividido em regiões nomeadas com identidades próprias, cada uma com corridas e colecionáveis. Além disso, o jogo adotará um sistema de “fog of war”, ocultando partes do mapa até que o jogador as descubra dirigindo. Com o lançamento se aproximando, a expectativa da equipe é ver como jogadores, especialmente os próprios japoneses, reagirão à representação do país no jogo. “Quando alguém do Japão joga e diz que aquilo parece a rua onde mora, isso nos deixa extremamente felizes”, afirmou Arceta. Ellert também espera que o cenário permita uma experiência imersiva para quem nunca visitou o país. “Gostaria que as pessoas que sonham em viver no Japão por um tempo pudessem ter essa experiência de forma indireta através do jogo”. A espera por Forza Horizon 6 está quase chegando ao fim, com lançamento para Xbox Series X/S e PC marcado para 19 de maio. Uma versão para PlayStation 5 ainda será lançada em 2026, porém sem data confirmada. Inscreva-se no canal do IGN Brasil no Youtube e visite as nossas páginas no Facebook , Twitter , BlueSky , Threads , Instagram e Twitch ! | Siga Bruno Renzi no Instagram e Backloggd !