Tenente-coronel chama advogado da família de PM morta de “mentiroso” e diz que áudios podem ser falsos
17 Mar, 2026
O caso da morte da soldado da , encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, na região central de São Paulo, ganhou novos capítulos após declarações do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Durante entrevista ao programa , da TV Bandeirantes, nesta segunda-feira (16), o oficial classificou como “mentiras” as afirmações do advogado que representa a família da policial. Segundo o tenente-coronel, o advogado José Miguel da Silva Júnior teria apresentado uma série de informações que não correspondem à realidade. Em tom duro, o militar afirmou que o defensor teria dito “uma dezena de mentiras” e chegou a sugerir que ele deveria passar por avaliação psiquiátrica. A entrevista foi exibida no programa apresentado pelo jornalista Joel Datena, onde o oficial também ironizou a condução do caso pelo advogado. Em determinado momento, ele classificou o profissional como um “cineasta”, insinuando que a narrativa estaria sendo construída de maneira midiática. Durante a conversa, o tenente-coronel também comentou áudios atribuídos à soldado Gisele, nos quais a policial teria pedido ajuda ao pai e relatado dificuldades no relacionamento. O militar afirmou que o material seria falso e poderia ter sido produzido com o uso de inteligência artificial. A autenticidade dos áudios tem sido um dos pontos centrais da discussão pública sobre o caso, que segue sob investigação. Em entrevista anterior, o advogado José Miguel da Silva Júnior, que representa a família da policial, afirmou que Gisele vivia sob pressão no relacionamento. Segundo ele, a militar teria manifestado desejo de se separar e enfrentava dificuldades para manter contato com familiares. De acordo com o advogado, a policial estaria “clamando por socorro”, o que, segundo a família, coloca em dúvida a hipótese inicial de suicídio apresentada nas primeiras informações do caso. As declarações do tenente-coronel e as informações divulgadas sobre o caso provocaram forte repercussão nas redes sociais, com manifestações de indignação e pedidos por investigação rigorosa. Entre os comentários publicados por internautas estão questionamentos sobre o andamento do caso e pedidos de justiça. “Por que esse PM não está preso?”, questionou um usuário. Outra pessoa destacou a necessidade de investigação aprofundada. “Como delegada que atua no combate ao feminicídio, defendo que casos como esse sejam investigados com todo rigor. A verdade precisa prevalecer e a justiça precisa ser feita”, escreveu. Também surgiram manifestações de apoio à vítima. “Justiça por Gisele. Cadeia no coronel”, disse um comentário. Outros internautas pediram que as autoridades avancem na apuração. “O cerco está fechando, coronel”, afirmou um usuário. A morte da soldado Gisele Alves Santana continua sendo investigada pelas autoridades. A expectativa é que novos elementos periciais e depoimentos possam esclarecer as circunstâncias do caso e determinar se houve crime ou não. Enquanto isso, o episódio segue mobilizando familiares, colegas de corporação e a opinião pública, que acompanham de perto os desdobramentos da investigação.