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admin
19 Mar, 2026
Queda de Vojvoda expõe fragilidade na gestão de Marcelo Teixeira no Santos Diretoria do Peixe demitiu o quarto técnico na gestão de Marcelo Teixeira O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, assumiu o clube no ano mais difícil de sua história recente, marcado pelo rebaixamento inédito, em 2023. Eleito em um pleito tranquilo, teve sua candidatura lançada de forma tardia, em um movimento ao mesmo tempo estratégico e discreto. Na disputa da Série B, o Peixe apostou na contratação do técnico Fábio Carille, que iniciou sua segunda passagem pelo clube, encerrada após apenas uma temporada. Nem mesmo o título e o acesso conquistados de forma antecipada foram suficientes para conter as críticas da torcida, diante de um primeiro ano de reconstrução irregular, marcado por muitas promessas e poucas que, de fato, saíram do papel. Fábio Carille foi o primeiro técnico da gestão e permaneceu no cargo por apenas uma temporada. Na sequência, veio uma contratação que empolgou a torcida: o português Pedro Caixinha, conhecido pelo DNA ofensivo e pela coragem para assumir riscos, características evidenciadas em seu primeiro trabalho no futebol brasileiro, à frente do Red Bull Bragantino. No entanto, a eliminação na semifinal do Paulistão do ano passado e o início ruim no Campeonato Brasileiro, com o clube na zona de rebaixamento, trataram de esfriar rapidamente o entusiasmo. O treinador se despediu após pouco mais de três meses, somando apenas 17 partidas, em meio ao fim de qualquer deslumbramento inicial por parte da torcida. Com a recusa de nomes relevantes do mercado, como Jorge Sampaoli, a diretoria optou por uma alternativa mais ousada: apostar em Cléber Xavier, que até então nunca havia atuado como técnico principal e buscava trilhar carreira própria, após anos como auxiliar de Tite em clubes e na Seleção Brasileira. Cléber ainda ganhou uma sobrevida no cargo, com direito a uma intertemporada durante o Mundial de Clubes, mas a passagem foi curta. Ele acabou demitido após 15 partidas, na esteira da goleada por 6 a 0 sofrida para o Vasco da Gama, no Morumbis. Em agosto, o Peixe voltou ao mercado e procurou Juan Pablo Vojvoda, que havia recusado alguns convites após uma trajetória de destaque no Fortaleza. A ideia da diretoria era estabelecer um trabalho a longo prazo, com um treinador que tivesse identificação com o clube e participasse ativamente do projeto esportivo, inclusive contribuindo para dar mais estabilidade à carreira de Neymar. Apesar de cumprir o objetivo de livrar o time do rebaixamento e ainda garantir uma vaga na Copa Sul-Americana, o argentino perdeu força nos bastidores, especialmente junto à diretoria. Internamente, no entanto, mantinha boa relação com os funcionários do dia a dia do CT Rei Pelé e também com o elenco, que via com bons olhos o trabalho desenvolvido. Ainda assim, o cenário político acabou pesando, e Juan Pablo Vojvoda deixou o clube após 33 partidas. ➡️ Aposte nos jogos do Campeonato Brasileiro! *É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável. Direção sem rumo: Diante de um cenário em que o time não engrena e já acumula a troca de quatro treinadores na gestão de Marcelo Teixeira, o que se vê é um retrato claro de instabilidade e falta de direção. A condução irregular do projeto esportivo escancara uma gestão sem comando definido, incapaz de sustentar decisões ou dar respaldo a longo prazo. O episódio mais recente, com a saída de Juan Pablo Vojvoda sem que nenhum representante da diretoria viesse a público para explicar os motivos, reforça a sensação de desorganização e ausência de liderança em um momento que exigia justamente o contrário: clareza, responsabilidade e posicionamento firme das principais decisões que envolvem um dos clubes mais vencedores da história do futebol brasileiro.