Viúva contesta versão da PM sobre morte do morador no Morro dos Prazeres

admin
19 Mar, 2026
A operação da Polícia Militar que terminou com a morte do ajudante de cozinha Leandro Silva Souza, dentro de sua residência no Morro dos Prazeres, na região central do Rio de Janeiro, apresenta versões divergentes entre a corporação e a família da vítima. De acordo com a viúva, Roberta Ferro Hipólito, não houve troca de tiros nem situação de refém no imóvel. Segundo seu relato, os agentes utilizaram uma granada para arrombar a porta e efetuaram disparos assim que ingressaram na residência. Leia Mais Operação mira grupo ligado ao miliciano Adriano da Nóbrega no Rio Comerciante é preso com 1 tonelada de chocolate vencido no RJ Uso de ônibus como barricadas em operações dobrou no Rio, em 2025 Roberta descreveu que estava deitada no chão junto com os homens suspeitos quando ouviu ordens dos policiais para que armas fossem entregues . Em seguida, segundo ela, houve a explosão e os disparos. Ainda conforme o depoimento, Leandro teria afirmado que havia moradores no local antes de ser atingido. “A última palavra que ele deu foi “aqui tem morador, aqui tem trabalhador”, e o tiro veio e pegou na cabeça dele” — relatou. Até o momento, a Polícia Militar não comentou especificamente as declarações da viúva. Operação da PM mirava o traficante “Jiló” Em nota oficial, a PM destacou que seis suspeitos teriam invadido uma residência e feito um casal refém , sendo posteriormente atingidos após troca de tiros com os policiais. Essas pessoas e um morador foram socorridos, mas também morreram. A mulher feita refém foi encaminhada ao hospital em estado de choque. A corporação informou que a ação ocorreu na quarta-feira (18) e foi conduzida pelo Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais ), com apoio de outras unidades, em diversas comunidades da região central. A operação, segundo a PM, teve como objetivo reprimir crimes como roubo de veículos e tráfico de drogas, com base em informações de inteligência. A Polícia Militar relatou que, durante a ação, houve confronto com criminosos. Entre os atingidos estaria Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló”, apontado como liderança do tráfico na região. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Uma mulher que o acompanhava também foi baleada. A corporação informou ainda que dois policiais ficaram feridos durante a operação e que foram apreendidas armas e drogas. Após a ação, houve registros de incêndio a ônibus e tentativas de bloqueio de vias, com cinco pessoas presas por vandalismo.