Economia não se sustenta com blefe de Trump e Brasil já sabe que a guerra vai custar muito além do que a redução do ICMS pode pagar

admin
24 Mar, 2026
O presidente dos Estados Unidos, Trump, afirmou na madrugada desta segunda-feira (23) que estava adiando os ataques às usinas de energia do Irã até pelo menos sexta-feira para permitir negociações. O Ibovespa operou em forte alta influenciado pelo alívio da aversão ao risco global. Por volta das 11h56, o Ibovespa avançava 3,65%, aos 182.644 pontos. Tudo ia bem até que o Irã classificou a declaração como uma manobra para acalmar os mercados e ganhar tempo para uma ação militar mais incisiva. Ainda pela manhã, o diretor executivo da AIE (Agência Internacional de Energia), Fatih Birol, acusou os tomadores de decisão globais de não compreenderem a gravidade da crise. Ele falava num evento em Canberra, na Austrália, com representantes de 32 nações. Erro na análise Ao final do dia ficou claro que a análise do Irã estava correta. O presidente Trump claramente tentou influenciar os mercados com sua declaração, mais tarde apoiada pelo representante de Omã, que, na semana do bombardeio dos Estados Unidos e de Israel, conversou com o Irã na última tentativa de evitar os bombardeios. O problema de Trump é que ele precisa agora dizer que vai acabar a guerra (e ele disse isso) porque ela ficou muito cara. E claramente seus auxiliares erraram abrindo uma avenida de interesses do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que não são os interesses dos americanos. Mas o que isso tem a ver com o Brasil? Reduzir ICMS? Tudo e muito mais. E, para começo de conversa, não vai ser uma quase impossível redução do ICMS no preço do diesel que pode encaminhar uma solução mais palatável. Não vai ter diesel para rodar a economia brasileira e não é porque não existe produto no mercado; é porque o preço vai continuar a subir. O caso do agronegócio é um bom exemplo. Poucas pessoas fora do setor sabem que os produtores de soja, milho e algodão hoje são donos de caminhões modernos que transportam a soja para os portos. Muitos deles — depois de adquirirem máquinas colheitadeiras e plantadeiras, que rodam com diesel puro e não permitem a adição de biodiesel — compraram novos caminhões para levar a soja e trazer fertilizantes. E boa parte comprou caminhão-tanque para abastecer sua frota privada. Frota de caminhões-tanque do agronegócio. - Divulgação Safra impactada Então, quando o preço do diesel sobe R$ 1 por litro, quer dizer que a carga do caminhão-tanque da fazenda subiu mais de R$ 30 mil na fatura. Para completar, estamos no período de colheita de soja. Não dá para não ter diesel para abastecer as máquinas no campo. O produtor faz uma conta curiosa. Esse aumento vai me comer quanto do lucro da venda de uma tonelada de soja que estava para entrega no Porto de Paranaguá a R$ 125 a tonelada? Mas o bicho pega mais no interior mesmo. Ônibus escolar roda com diesel. Se o preço explode, o prefeito corta o pagamento e a sua pequena frota para. Vai parar nas próximas semanas porque a verba não dá para o consumo de 20 dias de aula por mês. Da escola ao posto Ontem, os preços dos contratos futuros de petróleo caíram nesta segunda-feira (23), impulsionados pelas declarações de Donald Trump, que, em entrevista à Fox Business, afirmou que os EUA estão mantendo "conversas" com o Irã e que um acordo poderia ser fechado em cinco dias ou menos. Mas se durante esta semana os preços voltarem a subir, isso vai bater não só no Brasil, como em todo o mundo. A sensação que passa é que as pessoas estão querendo acreditar que a guerra vai acabar e se fiando nas falas do presidente americano. Não vai ser assim; o sistema já está funcionando mal. Vai rodar alto e baixo. Trump diz que está negociando; aí as bolsas disparam. As coisas não acontecem; voltam a cair. No dia 2 de março, o preço do barril estava em US$ 78,24 e na sexta-feira 20 estava a US$ 142,86 no gráfico apurado pela OPEP. Ninguém aguenta um estou desses. O mercado global não foi desenhado para agüentar um aumento de 82,59% em apenas 20 dias de guerra. Benjamin Netanyahu, que não são os interesses dos americanos - Divulgação Imposto Federal Por isso, não dá para achar que tem como resolver com medidas como isentar o PIS-Cofins na parte importada pelo setor privado e pedir para os estados darem isenção do diesel. Em gasolina? Como fica? Toda frota fora do transporte público e os carros do setor público rodam com ela. A proposta do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), é de fazer um fiado no caixa dos governadores. Ele disse que o governo federal afirmou que não pretende impor a medida, como ocorreu em 2022, quando o governo anterior reduziu o ICMS dos combustíveis e deixou para o atual governo compensar, em 2023, os prejuízos dos estados. Crise de Bolsonaro Não é a mesma coisa. Bolsonaro mudou a fórmula de cobrança. Isso depois de ter concordado em pagar os prejuízos que os estados tiveram na pandemia. A proposta de isentar o ICMS que custa 20% do preço dos combustíveis tira dinheiro do caixa de hoje para devolver depois da crise. Os estados não vão topar se o governo não pagar a conta. Esse desgaste eles topam bancar porque é muito caro. E tem frustração na arrecadação: no ano passado teve crescimento real de 2,4%. A arrecadação do ICMS corresponde a cerca de 80% da receita tributária própria dos estados. Qualquer perturbação neste imposto transborda para a receita corrente líquida. Agora, imagina a perda que os estados vão ter com a redução de vendas de forma geral? Imposto de Renda 2026 - Divulgação Apoiado no crédito direcionado A carta 1.350 do IEDI analisa o impacto dos juros altos no financiamento corporativo em 2025, afirmando que as condições do setor privado no Brasil se deterioraram na esteira da elevação da taxa básica de juros (Selic), que em meados do ano atingiu o pico de 15% a.a., permanecendo neste patamar até a semana passada. Os empréstimos novos, isto é, as concessões de crédito realizadas pelo Sistema Financeiro Nacional, registraram desaceleração em relação a 2024, de +15,4% para +9,2% em termos reais. O crédito direcionado foi quem amorteceu esta tendência, mas só parcialmente, dado que representou a pena de 8% do financiamento novo total. Mas o crédito direcionado às empresas cresceu acima do ritmo, com +34,1%, e as linhas de crédito rural, com +37%. Nessas linhas se incluem financiamentos com recursos do Pronampe e do FGI Peac. O crédito do BNDES acelerou de +21% em 2024 para +32% em 2025. Crédito às empresas Desta forma, o estoque de crédito às empresas avançou +8,8% em termos reais, devido ao avanço das operações com recursos direcionados, fazendo o estoque destas operações ficar próximo de +19% em termos reais, enquanto o saldo com recursos livres teve crescimento bem mais contido, inferior a +3%. E finaliza afirmando que, além do crédito bancário, em 2025 houve evolução das captações de recursos com títulos, pois cada vez mais as empresas recorrem ao mercado de capitais para se financiarem. João Campos ao lado de Marília Arraes e Carlos Costa durante lançamento da pré-candidatura para o Governo de Pernambuco - Edson Holanda/Frente Popular de Pernambuco Filhos da Política O publicitário Marcelo Teixeira vê uma longa linhagem familiar na chapa do prefeito João Campos ao governo de Pernambuco: é a chapa dos netos de Miguel Arraes. João e Pedro são filhos de Eduardo Campos (filho de Ana Arraes); Marília e Maria são filhas de Marcos Arraes; Daniel Arraes, candidato a deputado estadual, é filho de Carmem (Nena) Arraes. Silvio Costa, suplente de Teresa, é pai do deputado federal Sílvio Costa Filho, do deputado estadual João Paulo Costa e de Carlos Costa, candidato a vice-governador. Porto de Galinhas A Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas lançou a edição 2026 do Porto de Galinhas Premiada, inspirada na temática do futebol, entre março e junho, e premiou agentes de viagens com base no volume de diárias vendidas em 11 hotéis participantes. Informações no site https://agentes.portodegalinhascvb.org.br/ Cooperativismo Liderada pelo diretor executivo Leonardo Luna, a Cooperativa da Construção Civil de Pernambuco (CCPE) realiza, nesta sexta (27), às 19h, no Restaurante Adega, o Jantar Anual de Reconhecimento. O evento celebra a marca histórica de R$ 124,5 milhões em volume de negócios acumulados pela entidade até março de 2026. O modelo de gestão conjunta tem sido a estratégia do setor para superar gargalos logísticos e a alta nos insumos, garantindo reduções de custos entre 8% e 20% em itens críticos, como aço e elevadores. Atualmente, a rede integra 49 construtoras e 46 fornecedores, dando suporte a 215 obras simultâneas no estado. A Rede Academia Gaviões 24h, que soma mais de 80 unidades - Divulgação Academia 24h A rede Academia Gaviões 24h, que soma mais de 80 unidades e atende mais de 380 mil alunos, anuncia a chegada à cidade do Recife (PE), além de inaugurar mais uma unidade em Fortaleza (CE). A rede, pioneira no funcionamento 24 horas, acelera o plano de expansão a partir do projeto Legacy 2030, plano estratégico de crescimento que prevê a implantação de mil unidades nos próximos cinco anos. Mais unidades do Projeto Kroma Conecta.j - Divulgação Carregadores A empresa Kroma Energia inaugurou seu terceiro eletroposto do projeto Kroma Conecta, desta vez no Posto Ibiza, na Avenida Recife, Zona Oeste da capital pernambucana, fortalecendo a presença da infraestrutura em pontos estratégicos da RMR. A rede passa a contar com as estações em funcionamento no estacionamento do Shopping Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, e no Posto Fiji, na Avenida Abdias de Carvalho, no Recife. Os pontos contam com carregadores rápidos de 80 kW, capazes de recuperar boa parte da autonomia dos veículos em poucos minutos. Imagem de um ovo de páscoa - Imagem criada com apoio de inteligência artificial Páscoa de 2026 O novo levantamento da CNDL com o SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas projeta uma movimentação na Páscoa de 2026 impactando 65% dos brasileiros em 106,8 milhões de consumidores que pretendem realizar compras para a data, um crescimento nominal de 4,2 milhões de pessoas em relação ao ano passado. Os ovos de chocolate industrializados continuam no topo da preferência (56%), seguidos por bombons (50%) e barras (39%). Comida pronta Pernambuco tem 272 unidades ativas do projeto Cozinhas Comunitárias em todo o estado, das quais 217 foram inauguradas na atual gestão. Desde o início do programa, em 2023, já foram servidas mais de 24 milhões de refeições, traduzindo-se em segurança alimentar e nutricional para milhares de famílias pernambucanas. Cada unidade recebe investimento inicial de R$ 50 mil e repasse mensal de R$ 20 mil para manutenção, garantindo a oferta diária de no mínimo 200 refeições gratuitas para a população em situação de vulnerabilidade social encaminhada pelos CRAS e CREAS. Inadimplência Em janeiro de 2026, o Brasil registrou 8,7 milhões de empresas inadimplentes, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Ao todo, foram contabilizados 60,1 milhões de dívidas inadimplentes, que somaram R$ 201,7 bilhões. Em média, cada empresa possuía 6,9 contas negativadas no período. Em 2025, mais de 2,6 milhões de indivíduos ou contas bancárias apresentavam indícios de atuação nesse tipo de fraude, em que criminosos utilizam contas para receber e repassar valores ilícitos, geralmente provenientes de golpes e, com frequência, em transações instantâneas. Imposto de Renda Com a abertura do calendário de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), o ecossistema digital brasileiro entra em um dos períodos de maior exposição a fraudes. Em 2026, esse cenário ganha uma nova camada de complexidade com o uso crescente de inteligência artificial para sofisticar golpes, aumentar a verossimilhança de comunicações falsas e pressionar a confiança dos cidadãos nos canais digitais oficiais. No contexto do Imposto de Renda, esse movimento costuma aparecer em páginas falsas, mensagens sobre malha fina, promessas de restituição ou cobranças indevidas. Embora o impacto mais visível recaia sobre o contribuinte, a empresa avalia que o problema também afeta as próprias instituições, ao ampliar a sobrecarga em canais de suporte, dificultar a comunicação oficial e exigir respostas mais rápidas de prevenção e orientação.