Em nova batalha judicial, governo Trump acusa Harvard de discriminação e antissemitismo

admin
24 Mar, 2026
O governo do presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , abriu nesta segunda-feira, 23, dois novos processos contra a Universidade Harvard , na mira do republicano desde retornou à Casa Branca , em janeiro do ano passado. A ação é resultado de “alegações de que continua a discriminar estudantes com base em raça, cor e origem nacional”, informou o Departamento de Educação dos EUA. A diferenciação teria ocorrido em processos de admissão, mesmo após a Suprema Corte vetar o uso de raça como critério ainda em 2023, e em casos de antissemitismo no campus. Harvard ainda não se pronunciou sobre o assunto. Na semana passada, a administração entrou com outro processo contra a renomada instituição de ensino superior, acusando-a de falhar no combate a episódios de antissemitismo e discriminação contra estudantes judeus e israelenses. Nos documentos judiciais, o governo pede a suspensão imediata de todos os repasses federais à instituição e a devolução de recursos concedidos desde 7 de outubro de 2023, início da guerra entre Israel e Hamas. + Governo Trump processa Harvard novamente por suposta violação de direitos de judeus Segundo o Departamento de Justiça, desde a eclosão do conflito, estudantes judeus e israelenses em Harvard teriam sido alvo de uma série de agressões, incluindo assédio, ataques físicos, perseguições e até cusparadas. O órgão afirma ainda que esses alunos passaram a enfrentar um ambiente acadêmico hostil e, em alguns casos, foram impedidos de acessar instalações da universidade por manifestantes que acamparam no campus. Harvard tem estado no centro dos planos de Trump de acabar com o que define como “ideologia woke”, voltada a temas progressistas e ao politicamente correto. Trata-se, portanto, de um novo capítulo de uma longa queda de braço judicial. Até o momento, Trump afirmou que pediu US$ 1 bilhão da instituição para encerrar investigações sobre as políticas da universidade; em outra ação, de 13 de fevereiro, o governo acusou Harvard de não cooperar com uma apuração federal e solicitou documentos para determinar se a universidade considerava ilegalmente a raça de candidatos em seu processo de admissão. Houve, ainda, tentativas de impedir que a instituição matriculasse estudantes estrangeiros, além de cortes de verbas. Publicidade