Gaspar pede prisão de Lulinha após ir para PL a convite de Flávio Bolsonaro
27 Mar, 2026
Resumo O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS que pediu hoje a prisão de Lulinha, filho do atual presidente Lula (PT), anunciou anteontem sua filiação ao PL, a convite do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato a presidência da República. O que aconteceu Deputado pediu prisão de Lulinha em relatório da CPMI. Segundo ele, o fato de o filho do presidente ter deixado o país durante uma operação da Polícia Federal justifica a medida. Para ele, a situação traz "indícios concretos de evasão" que comprometeriam a aplicação da lei. Na quarta-feira (26), Gaspar se filiou ao PL. Flávio deve representar a legenda na disputa da Presidência em outubro, contra Lula. Ao anunciar a mudança de partido, o deputado afirmou que atendia a uma "convocação" do senador. Além de migrar do União Brasil para a sigla, o parlamentar assumiu a presidência do PL em Alagoas. Durante o anúncio, Flávio afirmou que Gaspar atendia "convocação nossa para vir para o PL". No discurso, o senador afirmou que o deputado tem "total liberdade para organizar o Estado junto com a nossa base". Até o momento, o Nordeste é ponto sensível da pré-candidatura de Flávio à Presidência. Deputado foi chamado de "estuprador" por colega, durante trabalhos da comissão hoje. Acusação partiu de Lindbergh Farias (PT-RJ), após desentendimento entre eles. Gaspar chamou o deputado de "bandido", "canalha", "criminoso" e "usuário de drogas" e disse que irá acionar Justiça e Conselho de Ética. Tenho muito orgulho de ser autor de um projeto de lei que busca a castração química de estupradores. Faço isso em nome da defesa de milhares de pessoas vulneráveis Alfredo Gaspar (PL-AL), deputado federal Proposta em questão foi apresentada por Gaspar em 2023. O texto aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça desde 2024 e propõe que "tratamento químico de inibição da libido" seja pré-requisito para "concessão da progressão de regime e do livramento condicional" em casos de violência sexual. Pelo projeto, possibilidade do preso optar ou não pela castração afasta inconstitucionalidade da proposta. "A castração química, nos termos que propomos, empregada com a aquiescência do indivíduo, entendido como ser livre e capaz de se autodeterminar, [...] não afronta a dignidade da pessoa humana", afirma Gaspar na justificativa do texto. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.