Infra em 1 Minuto: Subsídio ao diesel expõe riscos no setor

admin
4 Apr, 2026
Infra em 1 Minuto: Subsídio ao diesel expõe riscos no setor Proposta do governo para conter volatilidade enfrenta críticas sobre diagnóstico e uso da Petrobras como instrumento de política pública O Poder360, em parceria com o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), apresenta novo episódio do programa Infra em 1 Minuto. O especialista em óleo e gás Pedro Rodrigues, sócio da consultoria, analisa a proposta do governo federal de criar um subsídio ao diesel diante da volatilidade no mercado internacional. O programa é publicado toda semana no canal do Poder360 no YouTube. Inscreva-se aqui e ative as notificações. No episódio 156o do Infra em 1 Minuto, Rodrigues afirma que o governo discute uma subvenção ao diesel para compensar importadores e produtores e, assim, aliviar o impacto do preço internacional ao consumidor. Segundo ele, a iniciativa surge no contexto da volatilidade do barril de petróleo associada à guerra no Irã. Para o analista, a medida parte de um diagnóstico equivocado. Ele afirma que “combustível caro não é uma anomalia a ser corrigida”, mas um reflexo de fatores como escassez, custo de capital e risco. Nesse sentido, diz que tentar reduzir preços por meio de intervenção não resolve o problema estrutural. Assista (2min25s): Rodrigues também critica o caminho institucional adotado pelo governo. Ele menciona a sinalização para que a Petrobras financie parte do aumento do QAV e avalia que o uso da estatal como instrumento de política pública representa risco jurídico e de governança, por se tratar de uma sociedade de economia mista com acionistas minoritários. O especialista também questiona a proposta de ampliar investimentos para tornar o Brasil autossuficiente em diesel. Segundo ele, a autossuficiência não elimina a referência internacional de preços. “Se o barril no mercado internacional está a US$ 80, o diesel produzido aqui custa US$ 80, mais o custo de refino”, afirma. Rodrigues diz que há um modelo em que a Petrobras pode ser usada diretamente como ferramenta de política de preços, mas que isso exigiria uma mudança estrutural, com a estatização completa da empresa. Ele cita a Venezuela como exemplo desse modelo e questionou a adoção de caminho semelhante no Brasil. Para o analista, as medidas discutidas indicam uma tentativa de intervenção que pode causar efeitos futuros negativos, em vez de resolver a volatilidade no curto prazo.