Anvisa veta registro de canetas antiobesidade com semaglutida e liraglutida
13 Apr, 2026
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) negou pedidos de registro de novas canetas antiobesidade, usadas para tratar obesidade e diabetes tipo 2. O que aconteceu Três produtos à base de semaglutida e liraglutida buscavam autorização para comercialização no país. A rejeição, no entanto, foi publicada na manhã de hoje no Diário Oficial da União. A empresa Cipla Brasil apresentava dois medicamentos com liraglutida, chamados de Plaobes e Lirahyp. Os dois eram soluções injetáveis de 6 mg/mL, sendo um deles com duas canetas aplicadoras e o outro, com três. Já o da farmacêutica Dr. Reddys era de semaglutida, nomeado como Embeltah. A apresentação consistia em uma solução injetável de 1,34 mg/mL, acompanhada de caneta aplicadora e agulhas. A publicação da Anvisa não informa as justificativas para proibição. O UOL entrou em contato com o órgão e aguarda retorno. As versões tentavam entrar no mercado brasileiro como alternativa às opções já disponíveis. Com a negativa, tende a ocorrer a concentração das marcas já aprovadas, oferta ainda limitada diante da demanda e preços elevados. O UOL entrou em contato com as duas empresas citadas. Não houve retorno até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestação. Entenda diferença de princípios ativos Liraglutida funciona de forma semelhante ao hormônio GLP-1. Ele é produzido pelo intestino e faz aumentar a produção de insulina após as refeições, deixa o esvaziamento gástrico mais lento e promove sensação de saciedade. Tudo isso reduz o apetite e a ingestão de alimentos, levando à perda de peso, além de controlar a glicemia no caso de pessoas com diabetes. Semaglutida também é um análogo de GLP-1. O princípio ativo está no Ozempic e no Wegovy, da farmacêutica Novo Nordisk, e apresenta maior potencial nos resultados. Enquanto a liraglutida promove uma perda de peso de 5% a 10%, a semaglutida chega a cerca de 15%. Já a tirzepatida, composto do Mounjaro, age como dois hormônios. Além do GLP-1, ele atua no receptor do GIP, outro que também regula apetite, saciedade e produção de insulina. A substância, fabricada pela farmacêutica Eli Lilly, proporciona perda de peso de até 20%. Para as três substâncias, há casos em que a perda é superior. Medicamentos oferecem proteção cardiovascular. Em diferentes proporções, as substâncias reduziram o risco de eventos cardíacos, com infarto e AVC, em pessoas com diabetes e/ou com obesidade e com risco para doenças do coração. Remédios não agem sozinhos. Eles são chamados de tratamento adjuvante, ou seja, funcionam em conjunto com outras medidas, como ter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos regularmente. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.