Carlinhos Maia tenta derrubar multa de R$ 1 milhão por exploração de imagem de animais silvestres

admin
13 Apr, 2026
A tentativa de Carlinhos Maia de escapar de uma multa milionária já começou com um freio inesperado. Antes mesmo da análise do pedido de anulação feito pelo influenciador, a Justiça mudou o rumo do processo. E, por ora, qualquer decisão urgente segue fora de cena. De acordo com documentos obtidos com exclusividade pela coluna Daniel Nascimento , o famoso, cujo nome de registro é Luiz Carlos Ferreira dos Santos, ingressou com uma ação anulatória contra o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), tentando derrubar um auto de infração ambiental que resultou em uma multa pesada: nada menos que R$ 1 milhão. A penalidade foi aplicada após um episódio ocorrido em outubro de 2025, no arquipélago de Fernando de Noronha. Segundo o processo, Carlinhos teria explorado comercialmente a imagem de animais silvestres em situação considerada irregular, ao alimentar aves marinhas da espécie Fregata magnificens com restos de comida, prática enquadrada como abuso ambiental pelas autoridades. Nos autos, a defesa de Carlinhos tenta suspender imediatamente os efeitos da multa por meio de um pedido de tutela de urgência. No entanto, a estratégia sofreu um revés logo nos primeiros movimentos do processo. Isso porque a Justiça Federal de Pernambuco declarou, na última semana, sua incompetência para julgar o caso e determinou o envio do processo para uma unidade especializada, responsável por demandas com ligação direta ao território de Fernando de Noronha. Com isso, a ação foi redistribuída por sorteio, o que, na prática, afasta qualquer expectativa de decisão rápida neste momento. Caso envolvendo órgãos ambientais não é o primeiro Esse não é o único episódio recente envolvendo Carlinhos Maia e questões ambientais. Em agosto de 2025, ele já havia sido multado em R$ 10 mil após trafegar de quadriciclo em uma área de preservação ambiental em Jequiá da Praia, no litoral de Alagoas. A região, monitorada por órgãos ambientais, é conhecida por ser ponto de desova de tartarugas marinhas, o que torna a circulação de veículos estritamente proibida. À época, imagens do influenciador no local viralizaram nas redes sociais e reforçaram a fiscalização, que identificou rastros de pneus entre os municípios de Roteiro e Jequiá da Praia, dentro da área protegida. Agora, com uma multa que pode chegar à casa do milhão e um processo que começa praticamente do zero em outro núcleo da Justiça, o cenário se desenha mais delicado do que nunca.