Na linha de frente da segurança digital com o especialista Thiago Manzaro Serain

admin
22 Apr, 2026
Na linha de frente da segurança digital com o especialista Thiago Manzaro Serain Em um cenário global marcado por ataques cada vez mais sofisticados, o Brasil entrou de vez no centro da guerra digital. Em 2024, o país registrou mais de 23 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, segundo Fortinet, Kaspersky e CERT.br, volume que coloca o Brasil entre os principais alvos da América Latina. A escalada reflete a escassez crítica de profissionais de cibersegurança. Estima-se um déficit global de 4,8 milhões de especialistas. No Brasil, a falta de mão de obra qualificada amplia o impacto de ataques, especialmente com o avanço da inteligência artificial. É nesse contexto crítico que Thiago Manzaro consolidou sua carreira como um dos especialistas mais experientes do Brasil em segurança de ambientes SAP, um dos sistemas mais críticos do mundo, responsável por suportar operações financeiras, logísticas e governamentais de alta sensibilidade. Essa certificação dominada por pouquíssimos profissionais brasileiros, é essencial para proteger o "coração digital" de grandes corporações. Com mais de duas décadas de experiência em multinacionais como LafargeHolcim, EY, IBM e SAP, Thiago construiu uma carreira sólida na proteção de ambientes SAP, sistemas que sustentam operações financeiras, logísticas, industriais e governamentais de alta sensibilidade. Ele domina áreas como governança de identidade e acessos (IAM), segregação de funções (SoD), hardening de ambientes SAP e proteção de landscapes complexos que incluem S/4HANA, ECC, GRC, BW, CRM, SRM e integrações PI/PO. Ao longo da carreira, liderou iniciativas de segurança em múltiplos países, desenhando modelos de autorização altamente críticos e protegendo dados financeiros, industriais e estratégicos contra ameaças internas e externas. Acostumado a atuar sob pressão, Thiago enfrentou um dos momentos mais críticos da carreira durante uma fusão internacional na LafargeHolcim, quando uma falha grave expôs dados sensíveis e comprometeu a estrutura de acessos global. Ele assumiu a liderança da resposta, reestruturou permissões, eliminou brechas e restabeleceu a segurança, evitando que o caso evoluísse para um incidente global, com consequências financeiras e reputacionais significativas para a companhia. Enquanto muitos profissionais atuam apenas na operação, Thiago trabalha em um nível estratégico. Ele projeta, protege e desenvolve a evolução de estruturas inteiras de segurança, traduzindo riscos técnicos em impacto de negócio e garantindo que sistemas essenciais permaneçam resilientes diante de ataques cada vez mais sofisticados. Com ataques cada vez mais direcionados à identidade, acessos e privilégios, especialmente dentro de ERPs, profissionais capazes de proteger ambientes SAP tornaram-se ativos estratégicos para governos e grandes empresas. No Brasil, esse grupo é extremamente reduzido, e Thiago Manzaro Serain está entre os poucos especialistas que atuam diretamente na camada mais sensível da segurança corporativa. Ele integra a linha de frente da proteção de sistemas que sustentam operações econômicas inteiras, em um momento em que o país figura entre os principais alvos da guerra digital. Para Thiago, a vulnerabilidade brasileira tem uma origem clara. "A guerra digital acontece em silêncio. Quando faltam profissionais, sobram brechas, e cada brecha pode comprometer uma empresa, um governo ou um país inteiro. O Brasil tem uma superfície digital enorme, mas não tem especialistas suficientes para protegê-la." Ele afirma que a inteligência artificial ampliou drasticamente o poder ofensivo de criminosos e atores estatais. "A IA permite que criminosos automatizem ataques globais. Enquanto isso, formar um especialista leva anos. A balança está completamente desequilibrada." Segundo o especialista, a resposta precisa ser estrutural e imediata. "Investir em formação prática. Laboratórios, programas de bug bounty, projetos de código aberto. E, principalmente, criar mais vagas de entrada. Sem isso, não há renovação de talentos. Segurança digital não é custo. É infraestrutura." A cibersegurança deixou de ser um tema técnico e tornou-se um pilar geopolítico. Países que não investirem em talentos correm o risco de ver sua infraestrutura digital capturada por adversários invisíveis. Conheça o Valor One Acompanhe os mercados com nossas ferramentas