Corinthians é cobrado por reduzir custos e realizar vendas no futebol

admin
28 Apr, 2026
Resumo A diretoria do Corinthians enfrenta forte pressão interna para reduzir custos no futebol profissional. Nos bastidores do Parque São Jorge, uma ala política defende cortes no departamento como forma de adequar o clube ao plano de reestruturação financeira. Esse movimento não se limita ao orçamento do elenco, mas também atinge áreas operacionais. Setores como scout e o núcleo de saúde e performance estão entre os mais visados. Além de questões políticas — como a ligação de alguns profissionais com gestões anteriores —, há o entendimento de que essas áreas podem funcionar com equipes mais enxutas para aliviar o orçamento. Cortes e meta para a folha salarial No âmbito esportivo, a expectativa do departamento financeiro é encerrar a temporada com a folha salarial abaixo de R$ 30 milhões mensais. O Corinthians iniciou o ano com gastos na casa dos R$ 35 milhões com o elenco. Paralelamente aos cortes, o executivo de futebol Marcelo Paz atua em conjunto com o setor financeiro para ampliar receitas. A meta orçamentária prevê arrecadar R$ 151 milhões com a venda de atletas, mas, até o momento, nenhuma negociação foi concretizada. A estratégia inclui não apenas a negociação de jovens promissores e valorizados no mercado, como André e Breno Bidon, mas também a exploração de mercados alternativos. Locais como Ásia, Oriente Médio e Turquia são os mais visados. Para atender a demanda por receitas, o clube contratou Gabriel Correa como analista de mercado internacional. Com passagens por Chelsea e Manchester United, ele terá uma função pouco comum no futebol brasileiro: atuar na promoção do Corinthians no exterior. O principal objetivo será estabelecer conexões comerciais com clubes estrangeiros para viabilizar vendas de jogadores. Além disso, Correa também trabalhará na divulgação da marca Corinthians em novos mercados e na criação de parcerias que ampliem a presença das categorias de base fora do país. Bastidores e desconforto interno A definição do cargo de Gabriel Correa, porém, gerou incômodo nos bastidores. Pessoas próximas à presidência entendem que o profissional, cujo nome já era ventilado internamente desde o início do ano, deveria assumir o comando do departamento de scout. Na prática, porém, sua função será diferente, voltada mais a vendas. A captação de atletas — especialmente em modelos de baixo custo, sem taxa de transferência e com salários reduzidos — seguirá sob responsabilidade do scout. Após a saída de Renan Bloise, que acumulava funções na gerência do futebol e na chefia da análise, o setor passou a ser conduzido por Thiago Santos, Lucas Pareto e Felipe Acosta, todos subordinados ao executivo Marcelo Paz. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.