Democratização do mercado de capitais depende da tecnologia
5 May, 2026
Democratização do mercado de capitais depende da tecnologia A ampliação da base de investidores é uma agenda de infraestrutura, capaz de abrir e integrar o setor, afirma Cedro A democratização do acesso ao mercado de capitais costuma ser associada à entrada de novos investidores, mas essa agenda é maior. Trata-se, sobretudo, de infraestrutura. Nos últimos anos, o Brasil avançou na ampliação da base de investidores e no desenvolvimento do mercado financeiro. A B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) encerrou 2025 com quase 5,5 milhões de investidores em renda variável, um crescimento de 4% em relação a 2024. O país também registrou R$ 635 bilhões em custódia nesse segmento. Além disso, segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o volume financeiro investido por pessoas físicas foi de R$ 8,5 trilhões em 2025. Esses números refletem uma transformação estrutural. O crescimento do mercado não depende apenas de mais investidores, mas também de condições para que esse acesso seja feito com eficiência operacional, segurança, transparência e escala. E esse é, cada vez mais, um tema de tecnologia. Infraestruturas digitais têm papel central nesse movimento. APIs (interfaces de programação de aplicações, na sigla em inglês) de market data, sistemas de gestão de ordens, motores de risco, soluções de onboarding e automação regulatória reduzem barreiras de entrada, aumentam a eficiência e permitem a instituições ampliarem o acesso sem elevar a complexidade operacional. Historicamente, o acesso a serviços sofisticados do mercado de capitais esteve concentrado em grandes instituições. A tecnologia começa a alterar essa lógica ao descentralizar capacidades antes restritas, permitindo que corretoras, fintechs, bancos e gestoras inovem em produtos e distribuição. Isso tem impacto direto sobre a competição. Quanto mais acessível a infraestrutura, maior a capacidade de novos participantes desenvolverem soluções para investidores, empresas e intermediários. Em mercados mais maduros, esse processo ampliou a profundidade, liquidez e inovação. No Brasil, essa agenda ganha relevância adicional diante da modernização regulatória, do avanço do Open Finance e da crescente digitalização dos serviços financeiros. Nesse cenário, empresas de tecnologia deixam de ocupar um papel de fornecedoras para atuar como habilitadoras do mercado. “Democratizar o mercado de capitais exige mais do que ampliar o acesso ao investimento. Exige construir infraestrutura que sustente crescimento, segurança e inovação”, afirmou o CEO da Cedro Technologies, Bruno Zago. Segundo a empresa, este é um ponto central: inclusão financeira e desenvolvimento do mercado de capitais passam, também, por arquitetura tecnológica. A próxima etapa de evolução do setor, portanto, não será definida só por novos produtos financeiros, mas também pela capacidade de tornar a infraestrutura do mercado mais aberta, integrada e escalável. Democratizar o mercado de capitais não é apenas permitir que mais pessoas invistam. É garantir que mais participantes possam operar, inovar e crescer. E essa é, segundo a Cedro, essencialmente, uma agenda de tecnologia. Este conteúdo foi produzido e pago pela Cedro Technologies.