China responde por quase metade dos carros importados vendidos no Brasil

admin
9 May, 2026
Os carros chineses representaram quase metade (47,7%) de todos os carros importados para o Brasil entre janeiro e abril de 2026 (168.100), consolidando a posição da China como principal fornecedora do país sul-americano, anunciou nesta sexta-feira Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Calvet disse à televisão nacional que 80.100 unidades foram importadas do país asiático, um aumento de 81,6% em relação ao ano anterior, colocando a China à frente da Argentina, tradicional parceira comercial do Brasil, que ficou em segundo lugar entre os fornecedores estrangeiros do segmento. Em contrapartida, as importações do país vizinho totalizaram 54.900 unidades, uma queda de 20,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados na coletiva de imprensa. O avanço das marcas chinesas no Brasil foi impulsionado pelo aumento da demanda local e pela chegada de novas montadoras ao mercado brasileiro. Desde o início de 2025, montadoras chinesas iniciaram operações no Brasil com veículos importados, incluindo Omoda, Jaecoo, Guangzhou Automobile Group (GAC), MG, Geely, Leapmotor, Jetour e Changan. Elas se juntam às que já operam no país, como Build Your Dreams (BYD) e Great Wall Motor (GWM). O fenômeno da importação não se limita ao volume, mas também reflete o avanço de novas tecnologias no mercado automotivo brasileiro, o maior da América Latina, onde veículos elétricos são comuns nas principais cidades. Segundo o relatório da Anfavea, esses tipos de veículos atingiram uma participação recorde de 18,3% no mercado total de veículos leves em abril, o equivalente a mais de 40 mil unidades. A organização projetou que as vendas de veículos eletrificados poderão atingir entre 420.000 e 450.000 unidades em 2026, em comparação com as 285.400 vendidas em 2025. Calvet afirmou, durante a entrevista, que o avanço dos veículos eletrificados reflete uma mudança estrutural na indústria automotiva brasileira. “Em breve, chegaremos a um ponto em que metade dos veículos com essa nova forma de propulsão serão produzidos no país”, afirmou. A organização também observou que a oferta interna ainda não acompanha o crescimento da demanda, embora 40% dos veículos híbridos e elétricos vendidos no Brasil já sejam montados no país. Segundo o relatório da Anfavea, a participação de mercado das montadoras chinesas no Brasil poderá continuar crescendo em 2026 devido à expansão das redes de concessionárias, novos lançamentos e a entrada de outras marcas no país. Juntamente com o aumento das importações, a montadora chinesa BYD tornou-se a marca mais vendida no segmento de varejo em abril, com 14.900 veículos comercializados, superando a Volkswagen, que registrou 14.800 unidades no mesmo período. Considerando todos os canais de venda, incluindo as vendas diretas para empresas, a BYD ficou em quinto lugar e alcançou um recorde de vendas mensais de 18.500 unidades. O desempenho da empresa foi impulsionado principalmente pelo modelo elétrico Dolphin Mini, que liderou o segmento de varejo pelo terceiro mês consecutivo, com 5.900 unidades vendidas em abril, além da família de modelos híbridos Song, que totalizou 4.100 unidades. O post China responde por quase metade dos carros importados vendidos no Brasil apareceu primeiro em Monitor Mercantil .