Este jogo indie de 2024 me emocionou como nenhum outro e merece toda a sua atenção
9 May, 2026
Este jogo indie de 2024 me emocionou como nenhum outro e merece toda a sua atenção Vale cada centavo! Acredito que todo mundo tem aquele jogo indie favorito que ocupa um lugar especial no coração. Eu sou apaixonada por obras em pixel art que entregam narrativas emocionantes — daquelas que fazem chorar, de preferência —, como o maravilhoso To The Moon. Por isso, não pensei duas vezes na hora de comprar Until Then. De início, preciso admitir que só me arrependo de uma coisa: ter demorado tanto tempo para jogar o título da Polychroma Games. Lançado em 2024, Until Then conta a história de Mark Borja, um adolescente do ensino médio que tenta (grande ênfase no “tenta”) viver uma vida tranquila, até que o primeiro contato com uma aluna nova de seu colégio muda tudo. O que se inicia com um típico enemies to lovers vai, aos poucos, dando espaço para algo muito mais complexo, repleto de memórias confusas, desaparecimentos, relacionamentos conturbados, perdas, reencontros, mágoas, arrependimentos e reconciliações. Começar Until Then sem saber o que esperar foi uma das melhores decisões que pude tomar. Eu mergulhei na história e fui desvendando os mistérios ao lado de Mark, que estava tão confuso quanto eu. Não vou dar spoilers aqui, mas tudo se desenrolou de um jeito que eu não esperava. Fiquei um pouco frustrada com o final, até perceber que a vida é exatamente assim, imprevisível. No meu ponto de vista, o jogo mostra a importância de se colocar no lugar do outro, compreender suas escolhas, acolher seus lamentos e perceber os detalhes que muitas vezes passam despercebidos na correria do dia a dia. Enxergo tudo o que acontece como uma moeda de dois lados, onde não existe certo ou errado. Somos humanos, e é da nossa natureza sermos um pouco (ou muito) egoístas. Para aliviar o sofrimento e a culpa, colocamos em nossa cabeça que sentimos ou agimos assim porque é o certo, o melhor para nós ou para o outro, ou simplesmente por acreditar que foi uma consequência das atitudes alheias. Aceitar, perdoar, enxergar a realidade, deixar ir e seguir em frente é infinitamente mais difícil, e são caminhos que podemos nunca percorrer ou que podem surgir na mente apenas quando já é tarde demais. Mas se pararmos para pensar, o mundo ainda não acabou, não é mesmo? Gosto de como as relações — romântica, fraternal e parental — são construídas e ganham novas camadas ao longo da história. Cada personagem tem uma personalidade única e formam entre si conexões que moldam toda a história de forma magnífica e sentimental. Saindo um pouco do lado emotivo, eu achei INCRÍVEL poder mexer no celular do personagem e interagir em uma rede social que lembra bastante o Facebook. Eu consegui curtir, compartilhar e comentar nas publicações de amigos, além de acessar artigos que continham vários parágrafos de informações. Nunca imaginei que rolar o feed e ler artigos — coisas que eu faço diariamente — seria tão divertido. Apesar de não ter muita gameplay, os diálogos profundos, os minigames e a arte maravilhosa dão conta da imersão. Além disso, as paisagens são inspiradas na Filipinas, e o jogo apresenta uma trilha sonora incrível, com piano para todo lado. Como nem tudo é perfeito, claro que tem alguns pontos negativos, como a ausência de localização para português. Mesmo assim, caso você entenda inglês e queira dar uma chance a Until Then, agora é o momento perfeito! O jogo anunciou o lançamento de uma DLC, que ainda não tem data definida, mas chegará ainda este ano. A DLC Afterimages traz dois novos capítulos emocionantes com novas aventuras dos personagens Sofia e Mark, novos minigames, aplicativos de celular dentro do jogo (para a minha felicidade) e muito mais. Until Then está disponível para PC (via Steam), Nintendo Switch, Xbox e PS5. Inscreva-se no canal do IGN Brasil no Youtube e visite as nossas páginas no Facebook, Twitter, Instagram e Twitch!