Crítica de Mortal Kombat II
11 May, 2026
Estimated reading time: 5 minutos Produzido em colaboração entre Warner Bros. Pictures e New Line Cinema , Mortal Kombat II enfim chegou aos cinemas, e como um fã da franquia desde a infância, obviamente não poderia perder. Caso acompanhe nosso trabalho há algum tempo, sabe que não gostei nem um pouco do primeiro filme, e não apenas pelo “ fator Cole Young “. Na ocasião, Simon McQuoid (diretor) e Greg Russo (roteirista) mostraram uma incapacidade impressionante de introduzir conceitos básicos e até mesmo criar sequências de ação realmente empolgantes. De qualquer forma, havia potencial, uma luz no fim do túnel, algo que o estúdio abraçou para anunciar a sequência. Cinco anos depois, aqui estamos, e você pode se perguntar: a espera valeu a pena ? E com muita tranquilidade, posso dizer que sim. Valeu a pena . McQuoid teve a oportunidade de se redimir na direção, entregando um trabalho muito mais competente, enquanto Jeremy Slater , de Cavaleiro da Lua e The Umbrella Academy , assumiu a escrita. Reprodução/Warner Desta vez, a trama é focada nos campeões do Plano Terreno contra a Exoterra. Se os combatentes da Terra perderem novamente, pela décima vez consecutiva, então a humanidade pode ser conquistada por Shao Khan e seu exército. Sim, ao contrário do antecessor, temos a realização do torneio, e sem delongas. E esse talvez seja o maior acerto do filme: não tentar ser mais do que precisa. Pude notar um forte sentimento de “ sabemos o que precisamos fazer ” em cada cena. Em vários momentos, é como se fosse um recado do tipo: Querem a violência característica dos jogos? Querem um torneio? Querem destaque aos nomes estabelecidos? Então, terão tudo isso. Basicamente, uma correção de rota. Reprodução/Warner E essa correção de rota passa muito pela decisão de colocar Kitana e Johnny Cage nos holofotes. Ambos estão perfeitamente posicionados dentro da narrativa, e tanto Adeline Rudolph quanto Karl Urban provaram que foram as melhores escolhas possíveis. O ator conhecido por The Boys enfrentou críticas na época da escalação (muitos fãs esperavam por alguém mais jovem), mas superou qualquer desconfiança com a abordagem sarcástica necessária para um ex-astro de cinema que busca por uma segunda chance. E sendo totalmente honesto, praticamente todas as suas “piadinhas” funcionam, sem parecer forçado, algo raro em Hollywood atualmente. Do núcleo dos heróis, também considero uma participação muito mais interessante de Liu Kang, interpretado por Ludi Lin . Vale também menções honrosas para Kano ( Josh Lawson ) e Baraka ( CJ Bloomfield ), sempre divertidos quando estão na tela. Reprodução/Warner Obviamente, precisávamos de uma grande ameaça, e não havia outra opção além de Shao Kahn, que surge realmente ameaçador, auxiliado pela presença física de Martyn Ford . O vilão busca conquistar a Exoterra, e na base da força bruta, se mostra um adversário formidável. Além disso, ele protagoniza um momento que vinha sendo muito aguardado pelos fãs. Lembra do “fator Cole Young” citado acima? Pois é, fique com isso em mente. Reprodução/Warner É claro, podemos apontar para fatores negativos. O principal talvez seja a subutilização de vários personagens promissores, mesmo que isso aconteça para favorecimento dos outros: Bi-Han (Noob Saibot), Shang-Tsung, Sonya, Jax, Shang Tsung, Quan-Chi, Raiden... poderiam ter recebido uma atenção especial, mas não aconteceu. Quem sabe em Mortal Kombat III ? O trabalho musical de Benjamin Wallfisch decepciona novamente, e fica difícil de entender seu retorno. A nova versão de Techno Syndrome poderia facilmente ser utilizada em todas as batalhas, certamente seria muito melhor do que as faixas originais tediosas e genéricas. Reprodução/Warner Fatality Mortal Kombat II é o filme que deveríamos ter recebido há cinco anos, com a equipe criativa mostrando respeito aos fãs por ter ouvido as críticas e feito as melhorias absolutamente necessárias. Obviamente, não é perfeito, mas dificilmente buscamos a perfeição nesse tipo de situação. Trata-se de uma experiência digna da franquia da NetherRealm Studios , deixando a porta aberta para futuros capítulos. O caminho está pavimentado. Nota 8 O post Crítica de Mortal Kombat II apareceu primeiro em O Vício .