GP do Canadá mostrou o tamanho da encrenca para Antonelli, Russell e Wolff

admin
25 May, 2026
GP do Canadá mostrou o tamanho da encrenca para Antonelli, Russell e Wolff Resumo O GP do Canadá deu indicativos dos desafios que vêm por aí no campeonato para três personagens importantes: Kimi Antonelli saiu de Montreal com a quarta vitória seguida, mas viu como o companheiro de Mercedes e rival na disputa pelo título George Russell vai usar todas as armas que tiver para tentar tirá-lo do momento favorável em que está no momento. Russell viu o italiano muito mais perto do que se esperava em uma pista favorável em teoria para ele. E o chefe dos dois, Toto Wolff, saiu da quinta etapa do campeonato falando em "abaixar um pouco o volume" da disputa. Tanto na sprint, quanto na corrida principal, Antonelli e Russell tiveram algumas batalhas agressivas e chegaram perto demais de baterem na avaliação de Wolff. Isso, mesmo depois de uma conversa após a corrida curta do sábado. É sempre mais fácil no final dizer: ‘Isso foi ótimo para a equipe e ótimo para o esporte, e não gostamos todos de assistir à disputa?’. E isso é verdade até certo ponto, mas há outro lado que precisamos analisar. Houve alguns momentos de tensão. Kimi fechando a trajetória e travando os pneus poderia ter resultado em um abandono de ambos, e não por causa de uma pilotagem agressiva demais, mas simplesmente por um erro. E o mesmo aconteceu na última chicane. Portanto, é importante analisar a corrida e discutir com os pilotos se eles acharam que foi um pouco arriscado e, se for o caso, como podemos evitar essas situações muito, muito difíceis ou, digamos, situações em que consideramos que foi um pouco arriscado demais. Toto Wolff, chefe da Mercedes Mas essa é só uma camada do que aconteceu no último final de semana. Wolff não gostou da maneira como Antonelli reclamou do companheiro no rádio, o que poderia ter ajudado os comissários a punirem o outro carro da mesma equipe. O italiano disse que se sentiu "indo para a sala do diretor da escola" para discutir a situação, e ouviu com semblante fechado Russell discursar na coletiva após a sprint sobre por que a manobra tentada pelo companheiro, por fora, jamais teria dado certo. Ou seja, de certa forma, Kimi foi pressionado ao longo do fim de semana para ser menos agressivo na corrida, e não mudou sua postura. Com isso, ao mesmo tempo em que ele percebeu o que vem por aí, também deixou claro para Russell o tamanho do desafio que o britânico terá que vencer. Até porque essas duas corridas muito iguais entre os dois aconteceram em uma pista na qual Russell tem um histórico forte. Do lado do vice-líder, ficou ainda a sensação de que todos os problemas técnicos estão acontecendo do seu lado da garagem, após o motor simplesmente parar, com uma falha na bateria, de acordo com a equipe. "Parece que os deuses não querem que eu esteja nesta luta", disse ele. Wolff entende a frustração de seu piloto "porque sabemos que ele está esperando faz tempo para ter um carro para lutar e posso imaginar que ele está sentindo que tudo está indo contra ele. Bem, as coisas não andam bem para ele nas últimas corridas. No Canadá, com certeza, seriam pontos importantes para ele conquistar. Ele estava na liderança, mas, se eu tivesse que escolher um cara neste paddock em termos de resiliência e determinação, esse cara seria o George." Faltam 17 corridas ainda e vimos ano passado como uma diferença de 43 pode ruir rapidamente - Max Verstappen chegou a estar mais de 100 pontos atrás e lutou pelo campeonato até o final. Mas o momento é de Antonelli. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.