Por que apostar em reality shows verticais é uma boa decisão da Globo
27 May, 2026
Por que apostar em reality shows verticais é uma boa decisão da Globo Sempre antenada com as mudanças do mercado, a Globo anunciou ontem no Rio2C que, além de produzir microdramas, vai desenvolver reality shows verticais. Mais do que surfar na onda do consumo de conteúdos rápidos para o celular, a iniciativa apresenta uma grande vantagem: testar temas e universos antes de fazer grandes investimentos na TV aberta. Um dos maiores gargalos para o lançamento de novos formatos originais brasileiros é a falta de um histórico sobre a aceitação do público diante de uma proposta inovadora. As emissoras abertas não bancam esse risco com frequência. Isso explica a avalanche de adaptações de programas estrangeiros que, após serem bem-sucedidos em diferentes países, ganham uma versão tupiniquim. Ao apostar em projetos com orçamentos menores para as redes sociais e para o Globopop, a Globo consegue ter um parâmetro mais claro sobre como os espectadores reagem a um determinado tema ou formato inexplorado no canal convencional. Isso vai possibilitar o desenvolvimento de projetos mais maduros para a TV e evitar apostas que poderiam se revelar frustrantes. Essa empreitada também possibilita a criação de spin-offs a partir de reality shows consagrados, como o "Big Brother Brasil". Em vez de apostar num documentário para o Globoplay, como fez com Juliette e Karol Conka em 2021, a Globo poderia desenvolver docufollow acompanhando ex-BBBs fora do descobrindo o mundo da fama após o confinamento, por exemplo. A Globo ainda não divulgou detalhes sobre os reality shows verticais, mas espera-se que algum formato seja lançado esse ano ainda. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.