IA: Grupo Moura aposta na capacitação humana para liderar transformação no chão de fábrica
21 Jun, 2026
IA: Grupo Moura aposta na capacitação humana para liderar transformação no chão de fábrica Diretor de TI da companhia, Francisco Dias, detalha como a tecnologia potencializa o trabalho humano e afasta o fantasma do desemprego estrutural Clique aqui e escute a matéria A inserção da Inteligência Artificial (IA) no cotidiano produtivo não se limita mais aos polos do Vale do Silício, marcando forte presença no ecossistema fabril de Pernambuco. No terceiro episódio da série AI e Empregabilidade do JC Negócios Entrevista, o diretor de Tecnologia da Informação do Grupo Moura, Francisco Dias, esclareceu como a gigante do setor automotivo tem integrado ferramentas avançadas sem perder o foco no desenvolvimento de pessoas. Assista ê entrevista no JC Play Em sabatina conduzida por Fernando Castilho, titular da coluna JC Negócios, e Laurindo Ferreira, diretor de jornalismo do SJCC, Dias enfatizou que a perspectiva da organização sobre a IA passa longe do viés punitivo de corte de postos de trabalho. "Acreditamos que a tecnologia vem para potencializar a capacidade do ser humano, não para substituí-lo", afirmou o executivo, que acumula mais de 25 anos de experiência no setor. Para ele, a tecnologia é apenas "uma caixa de ferramentas", enquanto o protagonismo permanece estritamente nas pessoas. Educação como motor competitivo Para lidar com a avalanche tecnológica, o Grupo Moura adotou a educação corporativa como alicerce. A empresa investe fortemente na atração e formação de talentos através de um hub instalado em Belo Jardim, no Agreste pernambucano, onde jovens estudantes de graduação recebem bolsas para aprender novas tecnologias, incluindo IA e robótica. "Após o processo de formação, contratamos esses jovens. Entendemos que a educação é a grande mola propulsora da competitividade", ressaltou o diretor. As aplicações da inteligência artificial dentro da corporação já geram retornos tangíveis. Segundo Dias, a IA tem sido aplicada em múltiplos vetores, desde a melhoria no atendimento aos clientes internos até o ganho de eficiência no desenvolvimento de softwares, onde o aumento de produtividade atinge marcas entre 40% e 50%. A tecnologia também tem desempenhado um papel vital no campo estratégico da cibersegurança, identificando anomalias na rede em tempo real. Segurança e Governança Apesar do entusiasmo com a automação de processos, a implementação de IA em escala industrial exige freios e contrapesos. A palavra de ordem na organização, como define o diretor, é a segurança. Antes de liberar o uso indiscriminado de ferramentas generativas, a empresa estabeleceu políticas e normas rígidas, criando comitês multidisciplinares para avaliar os impactos tecnológicos. A abordagem cautelosa visa proteger a privacidade dos dados operacionais e os segredos industriais. "Qualquer solução nova que vá entrar no nosso ecossistema é avaliada para minimizar riscos. A experimentação é viabilizada, mas a segurança da informação do ecossistema vem acima de tudo", concluiu. O debate completo reforça que, para o mercado de trabalho do futuro, o profissional capaz de aliar seu conhecimento técnico à utilização ágil da inteligência artificial ganhará robustez, consolidando uma trilha de empregabilidade mais segura em um cenário de rápida evolução. A entrevista na íntegra está disponível no canal do YouTube do JCPE. Episódio 1: Cláudio Marinho, cofundador do Porto Digital Episódio 2: O case do programa Senai Futuro