Ex-fixo do Corinthians relembra passagem pelo clube e destaca impacto da Fiel em sua família
21 Jun, 2026
Ex-fixo do Corinthians relembra passagem pelo clube e destaca impacto da Fiel em sua família Apesar de ter defendido o Corinthians por apenas três meses, entre setembro e dezembro de 2025, o fixo Marlon guarda lembranças especiais da passagem pelo Parque São Jorge. Um dos reforços contratados para a reta final da última temporada, o jogador de 38 anos afirmou que viveu alguns dos momentos mais marcantes de sua carreira no futsal vestindo a camisa alvinegra. “Quando eu vou voltar para o Corinthians? Primeiro, vou ter que dar uma ligadinha lá e ver se o pessoal ainda me quer (risos). Mas, com certeza, o Corinthians foi uma das coisas mais especiais que me aconteceram no ano passado. Foram os três meses mais felizes que tive em 2025 no futsal. Era algo que nem era para ter acontecido, porque acabei voltando da Espanha na metade do ano e fui para um time de Santa Catarina. Se essa equipe não tivesse encerrado as atividades no final da temporada, eu não teria tido a oportunidade de jogar pelo Corinthians", iniciou em entrevista à LNF TV. O fixo chegou ao Parque São Jorge após deixar o Yeesco Futsal, que encerrou as atividades em razão da falência de sua principal patrocinadora. Inicialmente, Marlon pretendia aguardar o término da temporada para definir os próximos passos da carreira e cogitava atuar na Kings League durante esse período. No entanto, a oportunidade de defender o Corinthians mudou seus planos. No clube alvinegro, Marlon rapidamente se tornou uma das principais peças da equipe comandada por Fernando Malafaia. Em 17 partidas, marcou sete gols e distribuiu cinco assistências, ajudando o Timão a alcançar as finais da Liga Nacional de Futsal (LNF) e do Campeonato Paulista. Apesar das campanhas de destaque, o time acabou ficando com o vice-campeonato em ambas as competições, sendo superado por Jaraguá e Magnus nas decisões. "Sou muito agradecido a toda a comissão técnica e aos diretores que fizeram o esforço para me contratar naquele fim de ano. Também agradeço aos atletas, que me receberam de braços abertos e me ajudaram a acelerar o processo de adaptação para eu conseguir ajudar a equipe. Sobre a torcida, não tenho nem o que falar. O Corinthians é diferente em muitos quesitos, e a Fiel é o principal deles. Eles fizeram total diferença. Nós fomos evoluindo durante a competição e, com o empurrão que vínhamos recebendo em todos os jogos, tivemos um crescimento muito grande até chegar à final. Infelizmente, não fomos campeões, mas isso não apaga em nada o caminho que construímos. Foi o que falei para todos na minha despedida: nós queríamos o título, não aconteceu, mas a nossa trajetória foi muito bonita e não restou nada de negativo", relembrou. A identificação com o Timão, inclusive, ultrapassou as quadras e alcançou sua própria família. Marlon contou uma história curiosa envolvendo o filho mais novo, que nasceu durante o período em que o atleta atuava na Espanha. Segundo ele, o contato com o ambiente corinthiano e com a torcida alvinegra foi suficiente para despertar uma forte ligação da criança com o clube, mesmo sem qualquer influência direta dos pais. “Tem uma história engraçada para contar: meu segundo filho tem dois anos hoje, nasceu na Espanha e eu e minha esposa somos gremistas. Então, em tese, ele deveria tender a ser gremista, colorado, ou até torcer para o Real Madrid ou Barcelona por ter nascido lá. Claro que ele ainda é muito novo, mas desde que começamos a frequentar o Parque São Jorge e o ginásio, quando demos o uniforme para ele, ficou fascinado pelo Corinthians", disse. "Minha esposa contava que, durante os jogos, ele ficava olhando para a torcida o tempo inteiro e pulando. Muitas vezes ele passou dois dias seguidos em casa vestindo a camisa do Corinthians e era uma briga para tirar. Tinha que tomar banho e colocar a mesma roupa de novo. Pelo jeito, nós tínhamos tudo para ter um filho gaúcho, ele acabou nascendo na Espanha, mas, no fim das contas, teremos um corinthiano dentro de casa. Isso demonstra o quanto a torcida do Corinthians faz diferença, ela é apaixonante. Ficamos muito felizes que ele tenha gostado tanto, e nós também adoramos o período que passamos em São Paulo, principalmente no Parque São Jorge”, finalizou. Apesar das boas recordações, Marlon não permaneceu no Corinthians para a temporada de 2026. Conforme apurado pelo Meu Timão, o jogador recebeu uma proposta considerada irrecusável do futsal asiático e acertou sua transferência para o Selangor, da Malásia. O fixo foi uma das sete saídas registradas pelo departamento de futsal após a última temporada. Além dele, deixaram o clube os alas Edimar, Igor Carioca, Luisinho e Luiz Brizzi, os pivôs Israel Neto e Deives, que encerrou a carreira profissional ao final de 2025. As mudanças fazem parte da reformulação promovida pelo Corinthians em meio à política de redução de custos adotada pela gestão de Osmar Stabile. Para 2026, o clube contratou apenas três reforços: o ala Oitomeia, o pivô Fabinho e Kevin William, que posteriormente deixou o elenco. Atualmente, 14 dos 23 atletas utilizados por Fernando Malafaia foram formados nas categorias de base do Parque São Jorge, representando cerca de 61% do grupo. A aposta na juventude trouxe oportunidades para atletas formados em casa, mas a temporada tem sido marcada por oscilações. O Corinthians foi eliminado nas quartas de final da Super Copa Gramado pelo Atlântico de Erechim e recentemente caiu nas oitavas de final da Copa LNF após derrota para o São Lourenço. Na Liga Nacional, a equipe ocupa apenas a 13a colocação, com cinco pontos conquistados em oito partidas. Por outro lado, o desempenho no Campeonato Paulista tem servido como contraponto positivo. Após vencer o MX7 Diadema na última terça-feira, o Timão alcançou a vice-liderança da competição estadual, somando cinco vitórias e um empate em seis jogos. Com 16 pontos, o clube fica atrás apenas da Liga Sancaetanense pelo saldo de gols: 17 contra 16.