Projetos científicos inovadores de estudantes amapaenses são premiados em Macapá
22 Jun, 2026
Projetos científicos inovadores de estudantes amapaenses são premiados em Macapá Com apoio do Governo do Amapá, trabalhos sobre sustentabilidade, saúde, tecnologia e inovação recebem medalhas, troféus e certificados na Escola Estadual Maria do Carmo Viana dos Anjos Projetos voltados à sustentabilidade, à saúde, à tecnologia e à inovação, apresentados na 7a edição da Mostra Científica, Cultural e de Tecnologia do Amapá (MoCiCuT-AP), realizada de 17 a 19 de junho, na Escola Estadual Maria do Carmo Viana dos Anjos, em Macapá, foram premiados com medalhas de bronze, prata e ouro, além de troféus e certificados. Com apoio do Governo do Amapá, a feira científica apresentou 68 projetos inscritos, distribuídos em oito áreas do conhecimento: Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Engenharias e Linguagens. Segundo a idealizadora e coordenadora-geral da MoCiCuT, a professora Sara Daliane Alves, a mostra é uma iniciativa da Escola Estadual Maria do Carmo Viana dos Anjos e, em 2026, alcançou dimensão municipal, reunindo participantes de diferentes instituições de ensino. “Um dos principais objetivos da mostra é popularizar a ciência e promover a iniciação científica na educação básica. Esses jovens são os cientistas de amanhã e já começam a compreender como funciona um projeto de pesquisa, desde a elaboração até a apresentação dos resultados”, frisou a coordenadora. A MoCiCuT integra, desde 2023, o Catálogo Nacional de Feiras e Mostras Científicas, mantido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ampliando a visibilidade dos projetos desenvolvidos no estado. A cerimônia de premiação aconteceu no encerramento da mostra, na sexta-feira, 19. Acompanhados de professores e familiares, os estudantes do Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Atendimento Educacional Especializado (AEE) foram chamados para receber o reconhecimento pelos projetos que desenvolveram. Os projetos de maior destaque receberam medalhas de ouro, prata e bronze, além de troféus e certificados. Além das premiações locais, o evento é afiliado a nove mostras científicas e, em 2026, disponibiliza dez credenciais para feiras nacionais e internacionais, ampliando as oportunidades para que os jovens pesquisadores representem o Amapá em outros estados e países. Soluções para desafios ambientais e sociais Na avaliação da coordenação, o projeto “Ecopurificação”, que propõe o uso de plantas aquáticas para auxiliar na descontaminação das águas e contribuir para a preservação do Rio Amazonas, está entre os destaques da edição. A iniciativa busca desenvolver alternativas sustentáveis para enfrentar desafios relacionados ao saneamento básico e à qualidade dos recursos hídricos da região. Outro destaque foi um projeto voltado à saúde feminina, com a criação de um dispensador de absorventes para facilitar o acesso ao produto e promover a dignidade menstrual. Também ganharam visibilidade pesquisas relacionadas à saúde emocional dos estudantes, especialmente sobre os impactos do excesso de tempo de tela e do uso da tecnologia na qualidade de vida dos jovens. Bioinseticida como alternativa sustentável Participando pela quarta vez da mostra científica, o estudante Carlos Henrique Ramos Ramalho, de 18 anos, apresentou a pesquisa intitulada “Bioinseticida a partir da pimenta-de-macaco (Xylopia aromatica) como forma sustentável para o manejo de pragas regionais”. Carlos conquistou medalha de ouro, certificado e troféu pelo projeto desenvolvido. O trabalho propõe uma solução ecológica para reduzir o uso de defensivos químicos na agricultura. A proposta surgiu a partir da observação dos impactos causados pelos agroquímicos convencionais na produção agrícola e na saúde dos consumidores. Utilizando a pimenta-de-macaco, conhecida no Amapá como imbiriba, a equipe desenvolveu um extrato botânico com potencial inseticida, repelente, larvicida e fungicida. “Nosso objetivo foi criar uma alternativa biodegradável, que não traga prejuízos para quem produz nem para quem consome os alimentos”, destacou Carlos Henrique. Deixe seu comentário Publicidade