O que acontece se um dos jogos simultâneos da última rodada for paralisado?

admin
23 Jun, 2026
Resumo Uma paralisação em um dos jogos simultâneos da terceira rodada não obriga a interrupção automática da outra partida, explicou Ana Paula Oliveira no Fim de Papo, do Canal UOL. Ao comentar protocolos de segurança e ajustes de tabela na Copa do Mundo de 2026, a ex-árbitra detalhou que o "jogo B" tende a seguir normalmente, mesmo se o "jogo A" parar por clima, como risco de raios. O normal seria o jogo A e o jogo B iniciarem simultaneamente. Mas, de uma maneira simples: vamos imaginar que teve um problema no jogo, um acréscimo diferente ou uma situação climática. O outro jogo segue normal. O que pode às vezes ser feito em competições como essa é um ajuste. Olha, esse jogo levou 10, 15 minutos paralisados somente. Então o jogo B, que terminou primeiro, pode aguardar o reinício desse jogo A. Nesse caso sim há uma flexibilidade e um bom senso. Vamos imaginar o que aconteceu hoje: tivemos uma paralisação de duas horas e o jogo B seguiu normalmente. Ele vai seguir normalmente. Ana Paula Oliveira Ana Paula também explicou que o protocolo mais comum em paralisações climáticas trabalha com janelas de "30 mais 30", mas que a FIFA pode estender a espera para tentar manter a partida no mesmo dia, por logística e transmissões. Em geral, o protocolo é 30 mais 30, uma hora, e tendo possibilidade, vamos falar no Campeonato Brasileiro, nos campeonatos sul-americanos, esse jogo é jogado no dia seguinte. No caso de Copa do Mundo, a FIFA não deixa claro esse tempo de espera. Então esse tempo de espera que a gente está acostumado a trabalhar, 30 mais 30, pode se exceder como, aconteceu hoje. Ana Paula Oliveira Segundo ela, o objetivo é preservar a "idoneidade da competição" e reduzir o impacto esportivo de um time entrar em campo já sabendo o resultado do outro jogo do grupo - algo que pode alterar a estratégia, como a margem de gols necessária. Quando eu sei o resultado do outro jogo eu trabalho com a margem do quanto eu preciso ganhar ou não. Então é um cuidado de orientação para com as equipes para que jogue, para que se preserve a idoneidade da competição e a continuidade dela. Ana Paula Oliveira Renan Teixeira e Samir Carvalho ampliaram o debate ao comentar as pausas de hidratação, que também "quebram o ritmo" e podem mudar jogos. Renan disse não ser a favor quando não há calor extremo, enquanto Samir avaliou que os técnicos ganham uma chance extra de ajuste. Os técnicos acho que estão adorando, porque é uma oportunidade dele, num momento ruim, reorganizar o time, mudar algum esquema. (...) Mas eu, sinceramente, não sou a favor. Estádio climatizado e jogando à noite, tendo essa parada. Quebra o ritmo. Renan Teixeira Para o treinador é bem interessante, ele pode ajustar o time, colocar em prática alguma variação tática. (...) Mas em relação aos jogadores é o que o Renan falou: realmente ficar quebrando o jogo não é muito legal. Samir Carvalho Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.