Homeopatia e Ciência x Dogma e Mercado
23 Jun, 2026
Na Idade Média a Santa Inquisição cerceava a Ciência, hoje o Mercado faz esse papel. A pesquisa médica, hoje, é financiada pelos grandes conglomerados farmacêuticos, sempre em busca do lucro, como em qualquer negócio comum. Este lucro é obtido em função das patentes de medicamentos. O medicamento homeopático não é patenteável, o que não interessa a grande indústria farmacêutica, que visa essencialmente o lucro, ficando a saúde em segundo plano. No Primeiro Mundo uma grande parcela da população, chegando aos 2/3 nos EUA, utiliza ou já utilizou os assim chamados tratamentos “alternativos”, como acupuntura, fitoterapia e a Homeopatia, roubando, assim, parcela significativa do mercado dos medicamentos tradicionais. As doenças crônicas não têm cura, pela medicina convencional, nem há interesse em se achar cura para as mesmas, uma vez que é muito mais lucrativo, para quem produz os medicamentos, manter o paciente crônico com medicamentos paliativos, de uso continuado, que vão se somando ao longo do tempo, por toda sua vida. São um, dois às vezes três medicamentos para hipertensão, hipnóticos para dormir, ansiolíticos e antidepressivos para controle de sintomas psíquicos, muitos causando dependência química de difícil tratamento, hormônio para tireóide, hormônios para não menstruar quando se devia estar menstruando e hormônios para a menopausa, quando se devia harmonizar a pessoa à sua nova fase da vida e não fazê-la viver num regime hormonal incompatível com a sua idade, isto para citar apenas os mais comuns. Quantas pessoas, principalmente de idade, você conhece que vivem desta forma? Certamente muitas, talvez até em sua própria família. Faça as contas e imagine o lucro fantástico das multinacionais de medicamentos. Obviamente não existe interesse na cura de doenças crônicas. A Homeopatia, sabidamente, cura doenças crônicas. Veja o incômodo que ela causa à indústria farmacêutica e que pode acontecer aqui o que já aconteceu nos Estados Unidos, no início do século XX, quando ela foi varrida do dito país pela pressão dos lobbies da indústria farmacêutica. Medicina não é um negócio como outro qualquer, lidamos com gente, seres vivos e não com um simples consumidor de produtos, como cinicamente, cada vez mais, somos vistos. Felizmente, aqui no Brasil, a Homeopatia é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira como especialidade médica, o que não impede de, em algum momento, a situação se modificar, conforme os interesses atingidos. As reportagens superficiais e sensacionalistas que volta e meia aparecem na mídia, com aparente isenção, e pondo a criticar a Homeopatia ditos pesquisadores, que nada conhecem sobre o assunto, que ficam a negar os fatos, apesar de todas as evidências, por não se poder provar da forma que eles querem. Existem muitos trabalhos sérios mostrando a atuação das ultradiluições. A física atual comprova muitos fenômenos paradoxais que seriam impossíveis de serem provados pela física newtoniana, tradicional. Existem suficientes ensaios clínicos comprovando a ação do medicamento homeopático, ensaios estes que devem ser feitos individualizando o paciente e não dando um remédio para cada doença, como querem os céticos e a indústria, uma vez que, assim, pode-se padronizar um tratamento e vendê-lo em grande escala. Não há detratores da Homeopatia que conheçam Homeopatia, negam-na a priori, o que é uma posição dogmática, incompatível com ciência de verdade. Os críticos sinceros, que se dispõem a sentar e estudar o assunto, geralmente se tornam, eles mesmos, homeopatas ou admiradores da Homeopatia, como já aconteceu e acontece até hoje.