O que a carga da F1 presa no Bahrein tem a ver com o final do campeonato

admin
23 Jun, 2026
O que a carga da F1 presa no Bahrein tem a ver com o final do campeonato Resumo Quando as equipes de Fórmula 1 fecharam suas garagens e escritórios no circuito do Bahrein no início da quarta semana de fevereiro, mal poderiam imaginar que, quatro meses depois, tudo ainda estaria por lá, sem que ninguém pudesse recuperar o material. Porém, poucos dias depois, em 28 de fevereiro, os EUA e Israel atacaram o Irã, iniciando um conflito que rapidamente afetou os vizinhos. Dentre eles, não apenas o Bahrein, como também outros três países por que a F1 passa ao longo de sua temporada: Arábia Saudita, Qatar Emirados Árabes Unidos (palco do GP de Abu Dhabi). Em uma situação normalizada, as equipes voltariam a usar as garagens e demais equipamentos do teste no GP do Bahrein e da Arábia Saudita, em abril. Isso ficaria em um galpão na região esperando os últimos GPs do ano, no Qatar e Abu Dhabi, entre o final de novembro e começo de dezembro. Com a situação bastante instável nos últimos quatro meses, as seguradoras não estavam cobrindo totalmente viagens para a região, e isso impossibilitou que as equipes de F1 enviassem profissionais para recuperar os equipamentos. Isso inviabilizou até aqui que a categoria seguisse adiante com o plano de realizar uma das duas corridas canceladas em abril - do Bahrein, onde seria mais prático, ou da Arábia Saudita, que está pressionando mais pela prova - em setembro, entre os GPs do Azerbaijão e Singapura. Na semana passada, o governo britânico mudou o status de todos esses países do Oriente Médio em que a F1 teria etapas neste ano. E isso é usado pelas seguradoras para atualizar suas apólices. No entanto, os outros dois países que têm sedes de equipes - Suíça e Itália - seguem com a recomendação de "evitar quaisquer viagens não essenciais". No momento, as equipes pressionam a Liberty Media, que controla os direitos comerciais da F1, por uma definição, já que repor uma dessas provas traz consequências logísticas. É preciso saber, por exemplo, de onde vai sair o carregamento marítimo para o GP de Singapura, no início de outubro. E há mais implicações. Os pneus que a Pirelli deixou no Bahrein para o GP já não podem mais ser usados, pois passaram de seu prazo de validade. Mas a indefinição não acaba por aí. Se o cenário continuar o mesmo, também não será possível para a F1 realizar os GPs do Qatar e de Abu Dhabi. Afinal, se as seguradoras não estiverem trabalhando com cobertura total para estes países, é impossível fazer um evento do porte da categoria. Acredita-se que, para validar os contratos de TV, seja necessário fazer 21 GPs. O calendário original tinha 24 provas. Ou seja, seria necessário repor pelo menos uma das provas que fecham o campeonato, caso elas realmente não possam ser realizadas. E as equipes cobram por uma posição final da F1 até o final de julho. É importante lembrar que os promotores de GP pagam para receber a F1, e as provas do Oriente Médio estão entre as mais lucrativas de todo o ano. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.