Claro lança API de qualidade sob demanda (QoD) do Open Gateway
7 Jul, 2026
A Claro é a primeira operadora móvel na América Latina a lançar comercialmente a API de qualidade sob demanda (QoD) do Open Gateway . Aplicativos que contratarem o serviço conseguem priorizar o tráfego na rede da operadora. A novidade funciona nas redes 4G e 5G non-standalone (5G NSA). A compatibilidade com 5G SA está sendo desenhada pela Claro para lançamento no ano que vem. Ageu Dantas, head de data analytics da Claro “Ainda não é network slicing. Funciona como uma priorização do tráfego para determinados IPs. Você enxerga o ganho quando a rede está congestionada”, explica Ageu Dantas, head de data analytics da Claro, em conversa com o Mobile Time. Com a novidade, qualquer aplicativo pode contratar essa priorização com a Claro. É preciso informar previamente os endereços IP a serem beneficiados. É possível configurar para a API ser ligada ou desligada a partir de requisição do aplicativo. O gatilho pode ser o uso de uma determinada funcionalidade do app, por exemplo. Também é possível definir um horário do dia para acionar e para desligar a API. A cobrança é feita por minuto de priorização. API de qualidade sob demanda: casos de uso Um dos principais casos de uso esperados pela Claro é o de aplicativos financeiros e serviços de pagamentos. O Itaú foi um dos bancos que testou a novidade nos últimos meses, por exemplo. É possível programar para ter prioridade na rede quando o cliente for fazer um Pix ou utilizar qualquer outro meio de transferência de valores pelo aplicativo. As máquinas de POS também poderiam usar a API, especialmente durante eventos com grande concentração de público — desde que estejam conectadas à rede 4G ou 5G NSA da Claro. Outros casos de uso imaginados pela operadora são os aplicativos de corrida de carros particulares e de live streaming. Ajustes na rede Para viabilizar o lançamento da API de QoD, a Claro precisou fazer uma atualização no core da sua rede, incluindo os elementos NEF (Network Exposure Function) e SCEF (Service Capability Exposure Function). Vale lembrar que a Vivo chegou a realizar testes de um serviço similar , mas não o lançou comercialmente como um produto de prateleira ainda.