Como e por que França e Espanha tomaram os lugares de Brasil e Alemanha
11 Jul, 2026
Resumo Brasil e Alemanha disputaram 19 semifinais das 20 primeiras Copas do Mundo. A única exceção foi a primeira, em 1930, quando o Brasil levou um time brigado entre cariocas e paulistas e os alemães não foram ao Mundial. Nas 19 Copas seguintes, até 2014, sempre havia ou Alemanha ou Brasil entre os quatro melhores do mundo. No século 21, sete Copas, só houve duas em que não havia ou França ou Espanha nas semifinais. Em 2002, porque a França era favorita, mas caiu precocemente na fase de grupos, com Zidane sem condição física. E a Espanha saiu reclamando da arbitragem contra a Coreia do Sul nas quartas de final. A outra ocasião foi em 2014, quando a França recomeçava o trabalho fracassado de Raymond Domenech, iniciando com Didier Deschamps, e os então campeões espanhóis sucumbiram na fase de grupos contra Holanda e Chile. A França lembra o Brasil do período de 1994 a 2002, quando havia jogadores de potência, técnica e velocidade. Por Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo, os franceses têm Dembélé, Olise, Mbappé, Doué e Barcola. A Espanha não é igual à Alemanha. Tem parte de sua resiliência. Mas o estilo é muito mais Brasil de 1982. "Meu pai via aquele Brasil e me falava", já afirmou Josep Guardiola. O futebol espanhol tem a mesma paciência para circular a bola que a seleção de Telê possuía. A diferença é que pressiona a saída do adversário para, depois de perder a bola, recuperá-la o mais rápido possível. A Alemanha sempre foi mais direta, joga em direção ao gol. Nunca retranqueira, como Uruguai e, por vezes, Itália. Sempre forte. É a Espanha de hoje. A França tem o cuidado com a formação de jogadores e o respeito pelo ataque. Neste sentido, pode ser o novo Brasil. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.