Meta desativa recurso que usava fotos do Instagram em IA
11 Jul, 2026
Instagram Plus Getty Images A Meta desativou nesta sexta-feira (10) um recurso que permitia usar fotos de perfis públicos do Instagram para criar imagens com inteligência artificial (IA) após receber críticas. A ferramenta, chamada Muse Image , havia sido lançada na terça-feira (07) e deixava qualquer pessoa usar fotos de uma conta pública ao mencionar o @ do perfil, sem avisar o dono da página. Segundo a empresa, a decisão foi tomada após ouvir a opinião dos usuários e concluir que o recurso "não atingiu seu objetivo". VEJA TAMBÉM : Meta é condenada a pagar R$ 1,8 bilhão por práticas ilegais Como funcionava a ferramenta O Muse Image foi apresentado pela Meta como sua nova ferramenta de criação de imagens com inteligência artificial. Além de gerar imagens a partir de comandos escritos, o recurso podia restaurar fotos antigas, transformar imagens em diferentes estilos e fazer edições automáticas em fotografias. A tecnologia também era usada para criar efeitos com IA nos Stories do Instagram e gerar imagens em conversas com a Meta AI no WhatsApp , inicialmente em alguns países. A empresa planejava expandir o recurso para o Facebook , Messenger e anunciantes em seguida. A polêmica aconteceu em torno da função que permitia usar as fotos de perfis públicos na criação de imagens e que vinha ativada automaticamente. A desativação do recurso era possível, mas essa mudança só impedia a criação de novas imagens. As que já haviam sido criadas continuavam disponíveis, mesmo que a imagem original fosse apagada. As contas privadas não permitiam a reutilização de fotos e vídeos. Já nas contas públicas de usuários menores de 18 anos , o uso das fotos e vídeos era limitado apenas para as pessoas que o usuário seguia por padrão, mas o uso era permitido. Série de polêmicas A Meta vive uma série de questionamentos sobre sua atuação em relação à segurança, privacidade dos usuários e transparência de seus produtos, incluindo debates políticos no Brasil sobre a atuação das chamadas Big Techs , que resultaram na criação da ECA Digital , para proteger jovens nas redes sociais. Em uma polêmica recente, em março deste ano, um júri do Novo México, nos Estados Unidos, condenou a Meta a pagar US$ 375 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) por supostas violações às leis estaduais de proteção ao consumidor. O processo, movido pelo procurador-geral Raúl Torrez, acusava a empresa de falhar na proteção de menores de idade em plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp. A acusação apontou que a empresa teria permitido que adultos mal-intencionados entrassem em contato com crianças e adolescentes . O estado também alegou que recursos das plataformas, como rolagem infinita e reprodução automática de vídeos, poderiam incentivar o uso excessivo e afetar a saúde mental de jovens. A Meta negou as acusações, afirmou que possui medidas de proteção para usuários mais novos e disse que pretende recorrer da decisão.