Um em cada quatro veículos na região tem mais de 20 anos

admin
12 Jul, 2026
Frota registrada nas sete cidades é de 1.466.073 carros, caminhões, motos e vans, dos quais 376.817 saíram das fábricas antes de 2006 A frota de veículos das sete cidades soma 1.466.073 unidades, entre carros, motos, caminhões e vans. Desse total, 376.817 têm mais de 20 anos, de acordo com levantamento do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), realizado a pedido do Diário. Fabricados antes de 2006, esses veículos representam um em cada quatro veículos no Grande ABC, e não contam com itens de segurança que hoje são obrigatórios, como airbag, equipamento exigido desde 2014 que aciona uma bolsa de ar para proteger o motorista e os passageiros em caso de colisões de maior impacto. O consultor de trânsito e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Creso Peixoto, destaca outros equipamentos de segurança que passaram a fazer parte dos veículos ao longo dos anos. “Além dos airbags, os freios ABS também se tornaram obrigatórios. É um sistema que impede o travamento das rodas durante a frenagem, melhora o controle do veículo e ajuda a evitar acidentes. Com tudo isso, os carros com menos de 12 anos estão mais preparados para absorver impactos em colisões e preservar vidas”, afirma o especialista. Ele lembra ainda que os cintos de segurança não eram itens de série nos automóveis até a década de 1960. Em contrapartida, os proprietários de veículos com mais de 20 anos têm custos menores de manutenção. Entre as vantagens está a isenção do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Além disso, os seguros disponíveis para esses modelos costumam ser consideravelmente mais baratos. O analista de Departamento Pessoal de Santo André, Kauê de Jesus Castilho, 30 anos, comprou há três anos um Astra GLS 1995. “A maior vantagem em termos de economia é o mercado de peças de motor, freios e outros componentes compartilhados com dezenas de modelos, e estou sempre fazendo manutenção preventiva”, destaca. “Mas, com certeza, a maior diferença aparece na hora da compra, pois um veículo dessa época pode custar facilmente entre 10% e 15% do valor de um carro novo”, avalia o andreense. Castilho acredita que não vale a pena abrir mão da economia pelas vantagens oferecidas por um veículo mais moderno. “Eu só uso meu carro nos fins de semana, para lazer, e ele é completo, então me oferece tudo de que preciso. Tem ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, além de desembaçador traseiro e dos retrovisores”, lista. “A única desvantagem é o consumo de combustível”, acrescenta. O município da região com o maior número de veículos fabricados antes de 2006 é São Bernardo, com 116.464 carros, motos, caminhões e vans. Santo André aparece na sequência, com 102.241 veículos com mais de 20 anos, seguido por Mauá (57.807), Diadema (52.019), São Caetano (21.056), Ribeirão Pires (20.172) e Rio Grande da Serra (7.058). MEIO AMBIENTE Creso Peixoto observa que os veículos também evoluíram em relação ao impacto ambiental. “Antes da década de 1990, os automóveis movidos a álcool não tinham catalisador, peça responsável por transformar gases nocivos em substâncias menos prejudiciais ao ser humano. Eles também desperdiçavam mais combustível. Com a injeção eletrônica, houve ganho de eficiência e redução da poluição. Na década de 1980, os carros movidos a álcool já representavam uma alternativa menos poluente do que os movidos a gasolina”, explica o especialista. Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.