Cotado para o Brasil, GWM Haval H7 chega primeiro à Europa contra Tiguan e RAV4
13 Jul, 2026
Não é só no Brasil que a GWM vem apostado em ampliar sua linhas de SUVs. No mercado europeu, o mais novo integrante da família acaba de ser revelado oficialmente. Chamado de Haval H7, ele traz as linhas mais quadradas do irmão H9, sendo oferecido como híbrido pleno, PHEV e até a gasolina. Por lá, a estreia comercial está prevista para o quarto trimestre de 2026, em um contexto de mercado cada vez mais voltado a modelos versáteis, adequados tanto ao uso diário quanto ao lazer, mas com versatilidade de escolha no campo da motorização, cada vez mais multi-energia. Mas a novidade também está com passaporte carimbado para o Brasil. Exterior O GWM Haval H7 tem estilo bem marcante, caracterizado por proporções robustas e linhas verticais que transmitem solidez. Esqueça o design mais fluido e aerodinâmico do Haval H6; aqui, a marca aposta com força na tendência do visual "caixote". O H7 é mais um utilitário que abusa das linhas retas, com referências claras a jipes clássicos e modelos como os Land Rover Defender e Mercedes-Benz Classe G. Essa identidade visual o afasta completamente da linguagem estética do H6 e o aproxima muito mais do irmão maior H9 e da linha Tank. A dianteira traz uma frente alta com faróis de LED retangulares bem destacados, enquanto a silhueta lateral exibe para-lamas salientes e proteções plásticas inferiores na base das portas e caixas de roda, reforçando a proposta para encarar caminhos fora de estrada. Estepe fica na tampa traseira, que tem abertura lateral Foto de: GWM O projeto, inclusive, nasce da experiência acumulada pela fabricante em competições de rali na Ásia, como o rali de Taklimakan, onde o utilitário foi testado em condições extremas de relevo e temperatura. Esse repertório técnico se traduz em soluções funcionais para a carroceria, com balanços dianteiro e traseiro pensados para melhorar os ângulos de ataque e saída na terra. Painel é retilíneo e conta com multimídia de 16' Foto de: GWM Interior Por dentro, a proposta é voltada à praticidade sem abrir mão da tecnologia, repetindo a lógica retilínea adotada no lado de fora. A cabine foca em uma posição de dirigir mais elevada para favorecer a visibilidade periférica, combinada com um painel de desenho horizontalizado que organiza os elementos de forma simétrica. O quadro de instrumentos digital de 12,3" fica abrigado sob uma moldura retangular, enquanto a central multimídia traz uma enorme tela flutuante de 16' posicionada ao centro, concentrando os comandos do veículo para reduzir os botões físicos no console. Todo o sistema roda sob a interface Coffee OS da marca, projetada para respostas rápidas e conectividade intuitiva tanto no trânsito urbano diário quanto em longas viagens de lazer. Na dianteira, visual lembra o H9 Foto de: GWM Motorização tem toque de Wey 07 A grande cartada mecânica do SUV para a Europa é a introdução do sistema híbrido Hi4. Trata-se de uma arquitetura de tração integral eletrificada inteligente que distribui a força entre os eixos de maneira dinâmica de acordo com a aderência. Na opção topo de linha, o conjunto híbrido plug-in (PHEV) associa o propulsor 1.5 turbo a dois motores elétricos, entregando 449 cv de potência combinada e robustos 76,5 kgfm de torque instantâneo. Com esse aparato, o grandalhão acelera de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos. Foto de: GWM A energia elétrica é fornecida por uma bateria de 33,8 kWh com suporte a recarga rápida em corrente contínua (DC). O componente garante uma autonomia superior a 100 km no modo puramente elétrico, ajudando a registrar um consumo médio declarado de 15,3 km/l (6,5 l/100 km) sob as regras do ciclo WLTC. A gama europeia ainda contará com mais duas opções de motorização para o mercado multi-energia. A primeira delas é uma configuração híbrida convencional (full hybrid), que une o motor 1.5 turbo a um único motor elétrico para render 265 cv, sempre com tração dianteira. A opção de entrada será movida puramente com gasolina, utilizando um motor 2.0 turbo de 238 cv com possibilidade de tração dianteira ou integral. Vale pontuar que as versões com tração dianteira focam no asfalto; quem fizer questão de aptidão purista para o fora de estrada terá de aguardar pelo Tank 300, que estreia por lá logo em sequência. Foto de: GWM Versão Motor GWM H7 híbrido plug-in 1.5 turbo a gasolina + 2 motores elétricos449 CV, tração integral GWM H7 híbrido pleno 1.5 turbo a gasolina + 1 motor elétrico265 CV, tração dianteira GWM H7 a gasolina 2.0 turbo a gasolina238 CV, tração dianteira ou integral A plataforma do modelo engloba recursos como vetorização de torque e um pacote completo de assistências à condução (ADAS). Construído com uma célula de sobrevivência feita predominantemente de aços de ultra-alta resistência, o H7 foi projetado para obter a nota máxima de 5 estrelas nos severos testes do Euro NCAP. A rigidez torsional da estrutura também assegura uma capacidade de reboque de até 2,3 toneladas para puxar trailers ou barcos. O início das vendas no continente europeu acontece a partir de setembro, começando pela Itália. Embora os preços finais não tenham sido oficializados, as projeções locais apontam para um valor inicial por volta de 40.000 euros (aproximadamente R$ 245 mil, em conversão direta). O SUV terá garantia de fábrica de 7 anos ou 150.000 km e vai brigar diretamente na fatia de mercado ocupada por modelos como Toyota RAV4, VW Tiguan, Mitsubishi Outlander e Honda CR-V. Tem espaço por aqui? A GWM não esconde que quer contar com uma linha bem ampla por aqui. Para isso, já anunciou até a construção de um novo complexo fábril em Aracruz (ES), onde fará o Ora 5. Essa planta atuará lado a lado a operação que já ocorre em Iracemápolis, no interior de São Paulo, e certamente não será exclusiva do SUV compacto. Corrobora com isso, aliás, a visita que o Motor1.com Brasil fez à China a convite da GWM, no início de 2026. Na ocasião, o editor-chefe Leonardo Fortunatti teve a oportunidade de conhecer o novo SUV e também o inédito Tank 400. Fontes ligadas à fabricante confirmaram que o Haval H7 está com o passaporte carimbado para o mercado brasileiro e deve estrear por aqui muito em breve, posicionando-se estrategicamente no espaço existente entre as linhas H6 e o grandalhão H9. Por aqui, a estratégia da marca será a de oferecer um utilitário de porte robusto (na casa dos 4,80 metros de comprimento) e forte apelo aventureiro, mas mantendo a configuração de cinco lugares para não canibalizar o irmão maior. GWM Tank 400 também deve chegar ao país em breve Foto de: GWM Sob o capô, a chinesa deve adotar uma estratégia diferente da europeia para manter o custo-benefício competitivo abaixo ou muito próximo da barreira dos R$ 300 mil. Em vez do complexo sistema Hi4 de 449 cv, o H7 nacional deve seguir a cartilha já consagrada localmente: o conjunto híbrido plug-in (PHEV) unindo o motor 1.5 turbo a um propulsor elétrico para entregar algo na casa dos 326 cv, com tração integral. A ofensiva multi-energia da GWM no segundo semestre ainda deve contar coma chegada do Tank 400, já flagrado em testes no país. Mas, ao contrário do H7, o jipão de quase 5 metros e construção sobre chassi virá em um patamar premium (estimado entre R$ 400 mil e R$ 500 mil) para brigar no topo do segmento off-road raiz com mais de 400 cv de potência. Leia mais GWM Haval H6 e BYD Song Pro ameaçam liderança do Jeep Compass em junho Flagra: GWM testa Tank 400 para ficar acima do SW4 Novo GWM Tank 300 fica mais econômico, refinado e com cara de Jeep GWM confirma segunda fábrica no Brasil e Ora 5 será nacional