Ex-dirigente do Corinthians pede paz política no clube e alerta para impacto da crise no futebol
14 Jul, 2026
Ex-dirigente do Corinthians pede paz política no clube e alerta para impacto da crise no futebol O Corinthians vive uma crise financeira, com uma dívida total superior a R$ 2 bilhões. Além disso, a turbulência se estende às alamedas do Parque São Jorge, com episódios recentes de embates entre a diretoria presidida por Osmar Stabile e outros órgãos do clube, como o Conselho Deliberativo (CD), presidido por Romeu Tuma Júnior. O ex-jogador Alessandro, que também atuou como dirigente do Timão, comentou que o clube precisa ter um cuidado maior com as questões administrativas, já que elas impactam diretamente o desempenho do departamento de futebol. Ele ainda reforçou que é necessária uma união entre todos no Corinthians para que a instituição consiga explorar todo o seu potencial. “Olha, minha última passagem, que foi em 2021, 2022 e 2023, foram três anos extremamente políticos. Talvez isso seja um ponto que mereça mais atenção da instituição. Uma união política leva o futebol no sentido de uma calmaria, de uma tranquilidade e, automaticamente, o atleta concentra só no desempenho dele. A gente vive hoje uma outra realidade. O atleta está dentro de uma rede social, assiste a todos os programas possíveis e tudo que é falado de forma negativa em alguém vai chegar. Em esporte coletivo, algumas pessoas absorvem bem, outras nem tanto. E a gente precisa que os 11 elementos façam a sua parte da melhor forma possível. Então, foram anos difíceis, politicamente falando. Os meus desejos são de que o clube se acalme, de que as pessoas entendam que quem está hoje ocupando uma posição importante, liderando os trabalhos, precisa ter paciência, precisa ter tempo para fazer o seu trabalho. O presidente precisa ter o tempo dele, a diretoria, a comissão técnica e, assim sucessivamente, cada um na sua posição”, analisou antes do amistoso diante do FC Cascavel, no último domingo. “Se a gente ficar constantemente numa guerra política, só quem perde somos nós, torcedores corinthianos, porque isso vai refletir dentro de campo. Então, o meu desejo é que as coisas se acalmem, que a gente olhe de uma forma diferente para o futebol e que o clube volte a conquistar títulos importantes, mas conquistas equilibradas, e não conquistas em que, ao final delas, a gente apenas mascara os problemas. Porque, na sua grande maioria, quando se conquista um título, os problemas vão para debaixo do tapete, o tempo passa rápido e os problemas, ali na frente, vão aparecer. Eu vivenciei muito isso e torço para que todos os profissionais que estão à frente do clube tenham tranquilidade e paz para trabalhar”, completou. Alessandro atuou como dirigente do Corinthians em três períodos diferentes. Após encerrar a carreira como jogador, assumiu, em 2014, a função de coordenador de futebol ao lado do também ex-jogador Edu Gaspar, durante a gestão do então presidente Mauro Gobbi. Posteriormente, foi gerente de futebol entre 2016 e 2018, na gestão de Roberto de Andrade. Ele retornou ao clube para exercer a mesma função entre 2021 e 2023, durante o mandato de Duilio Monteiro Alves. Desde então, está afastado do futebol e, em entrevista recente, afirmou que não pretende voltar ao esporte. Como jogador, Alessandro construiu uma carreira vitoriosa. Revelado pelas categorias de base do Flamengo, estreou como profissional em 2000. Depois, passou por Palmeiras, Dynamo Kyiv, da Ucrânia, Grêmio e Santos, até chegar ao Corinthians em 2008, durante a reformulação do elenco para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Pelo Timão, disputou 259 partidas, com 134 vitórias, 80 empates e 45 derrotas. Também conquistou sete títulos: a Série B de 2008, os Campeonatos Paulistas de 2009 e 2013, a Copa do Brasil de 2009, o Brasileirão de 2011, a Libertadores de 2012 e o Mundial de Clubes de 2012.