Encontro lança a agenda nuclear para um Brasil competitivo

admin
14 Jul, 2026
Foi lançada nesta terça-feira a Agenda Nuclear para um Brasil Competitivo, um documento que reúne propostas voltadas ao fortalecimento da indústria nacional, ampliação da segurança energética, estímulo à inovação e aumento da competitividade do país. O documento reitera o papel da tecnologia nuclear em áreas consideradas estratégicas para o futuro do Brasil, como energia, saúde, agricultura, pesquisa científica e desenvolvimento industrial. O lançamento ocorreu durante encontro de lideranças do setor nuclear e da indústria organizado pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan), em parceria com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). O encontro debateu as propostas da entidade voltadas à competitividade, inovação, segurança energética e geração de empregos no Brasil. Para o presidente da Abdan, Celso Cunha, o tema ganha relevância em um período em que diversos países ampliam investimentos em energia nuclear para atender ao crescimento da demanda por eletricidade, impulsionada pela digitalização da economia, inteligência artificial, data centers e metas de descarbonização. O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, frisou que “o avanço do Brasil no campo da Agenda Nuclear representa soberania, inovação e geração de oportunidades”. Caetano reforçou que a conclusão de Angra 3 fortaleceria todo o complexo nuclear, estimulando novos projetos ao longo de uma ampla cadeia produtiva, que responde por cerca de 70 mil empregos diretos e indiretos e mais de 700 empresas. Para o presidente da Firjan, “o avanço do Brasil no campo da Agenda Nuclear representa soberania, inovação e geração de oportunidades. Ao mesmo tempo, oferece uma contribuição estratégica para áreas da maior relevância como saúde, indústria, agricultura e pesquisa científica”. Para Celso Cunha, “o Brasil possui ativos que poucos países reúnem ao mesmo tempo: reservas minerais estratégicas, capacidade industrial instalada, conhecimento técnico e aplicações nucleares consolidadas em áreas como energia, saúde e indústria. A Agenda Nuclear para um Brasil Competitivo nasce para contribuir com propostas concretas que permitam transformar esse potencial em desenvolvimento econômico, inovação e geração de oportunidades para a sociedade”. A expectativa da entidade é que a Agenda Nuclear para um Brasil Competitivo se torne uma plataforma permanente de diálogo com lideranças públicas e privadas, contribuindo para a construção de políticas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva nuclear brasileira e à ampliação da participação do setor nas estratégias de desenvolvimento nacional. Estratégias para o desenvolvimento tecnológico A Abdan aproveitou o evento para citar as estratégias necessárias para o desenvolvimento do setor no país: “O Brasil precisa aproveitar inteiramente sua capacidade como detentor das maiores reservas mundiais de urânio”. A entidade também que o setor de energia é hoje a parte mais importante das atividades nucleares, e para tanto é fundamental “a extensão da vida de Angra 1 e Angra 2 e a conclusão de Angra 3. A Agenda aposta ainda, que o setor nuclear também pode ajudar o Brasil a estar na vanguarda do desenvolvimento tecnológico. Os pontos defendidos pelo setor nuclear Promover a consolidação e a atualização do marco regulatório nuclear, harmonizando a legislação existente, eliminando sobreposições de competência e adequando normas às tecnologias emergentes e às boas práticas internacionais; Fortalecer institucionalmente o órgão regulador nuclear, garantindo autonomia técnica, estabilidade decisória, orçamento adequado e quadro permanente de especialistas altamente qualificado; Assegurar previsibilidade e racionalidade aos processos de licenciamento nuclear, com regras claras, prazos definidos e integração efetiva entre regulação nuclear, ambiental e segurança; Aprimorar os instrumentos de responsabilidade civil nuclear, alinhando-os às convenções internacionais ratificadas pelo Brasil e oferecendo segurança jurídica a operadores, investidores e à sociedade; Estimular a transparência regulatória e o diálogo institucional, fortalecendo mecanismos de comunicação com a sociedade e a interação com a comunidade científica e técnica; Alinhar o eixo regulatório à política industrial e energética nacional, reconhecendo a regulação como instrumento estratégico de desenvolvimento, soberania e competitividade. O post Encontro lança a agenda nuclear para um Brasil competitivo apareceu primeiro em Monitor Mercantil .