Presidente do Barcelona pede árbitro imparcial na final da Copa

admin
17 Jul, 2026
Joan Laporta e Lionel Messi reprodução / @jlaportaoficial e @leomessi Desafeto de Lionel Messi , o presidente do Barcelona, Joan Laporta, afirmou que a Espanha é a favorita para vencer a Copa do Mundo, desde que a arbitragem da final contra a Argentina seja imparcial. As seleções se enfrentam no próximo domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium. A declaração foi dada pelo mandatário do clube catalão na Quinta Avenida, em Nova York, ao programa de rádio El Partidazo de COPE. A fala dá coro às reclamações que vêm ao longo do Mundial contra os argentinos. Nessa edição, principalmente após o jogo contra o Egito, diferentes seleções fizeram críticas sobre um tratamento diferente da arbitragem em relação às "artimanhas" de Messi e seus companheiros. Laporta e Messi têm relação complicada Laporta e Messi em 2021 Divulgação A declaração do presidente do Barcelona ganha ainda mais peso por causa da relação conturbada que mantém com Lionel Messi. O camisa 10 da seleção argentina e seu estafe colocam nas costas de Laporta a responsabilidade pela turbulenta saída do jogador do clube catalão, em 2021. Na reta final de 2020, durante a gestão de Josep Bartomeu, o Barcelona vivia uma grave crise esportiva e financeira ao ponto de Messi começar a criticar publicamente a diretoria e chegasse a pedir oficialmente para deixar o clube. Naquele momento, Laporta, que havia sido presidente do Barcelona entre 2003 e 2010 e acompanhou toda a trajetória de Messi da base ao profissional, endossou uma campanha pela renúncia de Bartomeu, aproveitando para se colocar politicamente como o único nome capaz de reorganizar o clube e convencer o argentino a permanecer. O clima ficou insustentável e Bartomeu de fato renunciou em outubro de 2020. Laporta lançou sua candidatura para retornar a presidência e, em uma eleição disputada, a promessa de manter Messi acabou sendo um dos principais trunfos da sua campanha. Na época, Messi esteve presente no clube no dia da votação pela primeira e única vez, gesto que foi visto como um sinal de apoio a candidatura de Laporta e a esperança de permanência no Barcelona. Só que no fim, foi justamente o contrário que aconteceu. Quando assumiu a presidência, Laporta decidiu não renovar o contrato do camisa 10 argentino. Messi deixou claro que a saída acontecia contra sua vontade e, de certa forma, se sentiu usado durante o processo eleitoral. Na ocasião, o presidente alegou publicamente que o clube não tinha condições de manter o salário do jogador por causa das regras de fair play financeiro. Relação piorou em 2023 messi Reprodução / Barcelona A relação, que já era ruim, ficou ainda pior em 2023. Depois de duas temporadas no PSG, Messi ficou livre no mercado e tentou negociar um retorno ao Barcelona dentro de um modelo financeiro que pudesse se enquadrar nas exigências da La Liga. Mas, novamente, Messi e seu staff entenderam que não houve esforço suficiente por parte de Laporta para fechar o acordo. Sem avanço nas negociações, Messi acertou com o Inter Miami, onde atua até hoje. Um episódio que simboliza bem esse rompimento, aconteceu na cerimônia da Bola de Ouro de 2023. Em entrevista recente, Laporta revelou que foi cumprimentar Messi após o argentino conquistar seu oitavo prêmio da carreira, mas foi completamente ignorado pelo camisa 10.