Ferran Torres, herói da final, fez carreira na reserva e sofre com críticas

admin
19 Jul, 2026
Resumo O herói do bicampeonato da Espanha na Copa do Mundo é um atacante que nunca conseguiu se firmar como estrela na elite do futebol europeu. Ferran Torres, de 26 anos, joga no Barcelona há cinco anos, sempre à sombra de Robert Lewandowski. Mesmo quando o polonês não joga, ele é visto como um reserva que ganhou uma chance; nunca como titular. Antes de chegar ao clube catalão, Torres passou uma temporada e meia no Manchester City, e não brilhou sob o comando de Pep Guardiola. Saiu do clube brigado com o treinador, que não se confirmou ao vê-lo negociando com o Barça. Na seleção, o jogador nascido em Valência nunca foi unanimidade. Nas primeiras convocações sob o comando de Luis Enrique, era vítima de comentários maldosos de que só era chamado porque namorava a filha do treinador. Em campo, tanto nos clubes quanto na seleção, a carreira foi marcada por críticas: às finalizações, à falta de gols, à desaparição em partidas importantes. A final deste 19 de julho, em Nova Jersey muda tudo isso. Ferran, que ainda não foi procurado pelo Barcelona para renovar seu contrato, será alçado à posição de estrela do futebol mundial — Luis Enrique quer levá-lo para o Paris Saint-Germain (e o namoro com sua filha, Sira, já acabou há mais um ano). O gol de Ferran também premia Luis de la Fuente, técnico espanhol que sempre acreditou no atacante e o manteve nas listas de convocados mesmo durante as fases ruins. Em um time coletivo, em que até o craque Lamine Yamal se torna um operário do conjunto, eram muitas as chances de que um jogador pouco badalado se transformasse em herói. Foi assim com Merino, diante de Portugal e Bélgica; depois com Pedro Porro, contra a França na semifinal. A decisão guardava o papel de protagonista para Ferran Torres, e ele atendeu ao chamado da história. É difícil pensar em um jogador tão pouco badalado que tenha sido herói em uma decisão de Mundial. As finais de Copa costumam ser marcadas por protagonistas estelares: Messi, Mbappé, Ronaldo, Zidane, Pelé. Pois, justamente na Copa das superestrelas, dos atacantes com mais gols que jogos, das médias espetaculares e recordes que se acumulavam, coube a um atacante que passou a carreira sendo acusado de "não saber fazer gols", chutar a bola mais importante do mundo nos últimos quatro anos. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.