Flagra: Ford testa Territory híbrido de olho em Haval H6
21 Jul, 2026
Sem grandes novidades na mecânica desde seu lançamento, o Territory pode estar próximo de ter a maior modificação de sua história, e ela passará pela eletrificação. A novidade já é oferecida na Argentina e em outros mercados latino americanos e deverá resolver um dos maiores gargalos do SUV médio hoje: o motor 1.5 turbo somente a gasolina. O flagra que você vê aqui, feito por @angelo_zuba011 e publicado pelo Placa Verde, mostra dois protótipos camuflados na dianteira e na traseira com configurações diferentes. Um, em especial, conta com novas rodas de liga leve, aparentemente maiores e mais fechadas do que as de 19' oferecidas na versão Titanum hoje, única no catálogo. Híbrido plug-in Falando especificamente do conjunto motriz, se o SUV seguir o que já é oferecido lá fora espere pelo uso de um propulsor 1.5 turbo de 150 cv (que não é o EcoBoost usado hoje) aliado a um elétrico de 82 cv. Combinados, vão aos 218 cv. Não muda o layout de tração exclusivamente dianteira usada hoje, ficando assim abaixo de modelos mais potentes e com motor a bateria duplo. De qualquer forma, a nova motorização deverá ajudar bastante no consumo, já que pode rodar até 115 km só em modo elétrico (no ciclo chinês), bem como mais de 1.300 km quando com bateria e tanque cheios. Hoje, segundo o Inmetro, o Territory a combustão faz 8,8 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada. Unidade pretas contava com rodas diferentes do atual Foto de: @angelo_zuba011 Já na bateria, ela é fornecida pela CATL e tem capacidade de 18,4 kWh, estando assim mais próxima de um GWM Haval H6 PHEV19 e BYD Song Pro GL do que as opções mais robustas da categoria. Em recarga, pode ir dos 30% aos 80% em cerca de 14 minutos. Em corrente alternada, suporta até 6,6 kW, enquanto em corrente contínua, como em carregadores rápidos, vai aos 40 kW. Tamanho e visual não mudam Como foi reestilizado recentemente, não são esperadas grandes mudanças visuais na nova configuração eletrificada. A mudança visual de meados de 2025 já havia deixado o SUV mais próximo da linguagem global da marca usada hoje. Assim, caso haja modificações, será focada em otimização de grades, rodas e apêndices aerodinâmicos para melhorar o consumo. Outra possibilidade, mas menos plausível, é que adote o visual da versão Sport vendida no exterior. Nela, a grade dianteira passa a ser do tipo colmeia, enquanto detalhes cromados passam a ser em preto brilhante, tal como a marca faz nas versões Black de suas picapes. Foto de: Divulgação Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com Foto de: Ford O que não muda são as medidas. Ao todo, são 4.685 mm de comprimento, 1.935 mm de largura (sem os retrovisores), 1.706 mm de altura e 2.726 mm de distância entre-eixos. Já no porta-malas, são até 448 litros. Como a versão única oferecida hoje é tabelada em R$ 219.000, espere a configuração eletrificada com valor acima disso, possivelmente na faixa onde há maior incidência de modelos eletrificados entre os médios, na casa dos R$ 230 a R$ 250 mil. Assim, ajudaria ainda a marca a diminuir o gap entre o SUV chinês e o Bronco Sport, hoje em R$ 249.900. Leia mais Mustang GT3 acelera estratégia global da Ford Racing em Interlagos Quem diria? Após IA falhar, Ford corre para recontratar engenheiros M1 Numbers: Ford Ranger é a picape queridinha dos europeus em 2026 Nova Toyota Hilux e Ford Ranger híbridas: as picapes que chegam ao Brasil em 2027