Ex-jogador é expulso de partida da WNBA após protesto contra atletas trans na liga

admin
24 Aug, 2026
O ex-jogador Enes Kanter Freedom foi expulso de uma partida da WNBA, a liga de basquete feminina dos Estados Unidos, após ter sido confrontado por uma atleta enquanto usava uma camiseta com uma mensagem contra a presença de atletas transgênero em esportes femininos. Segundo informações da agência Associated Press, o caso ocorreu na partida entre Indiana Fever e Chicago Sky, na noite de domingo (23), em Chicago. O ex-atleta estava assistindo ao jogo, sentado junto à linha de fundo e vestindo uma camiseta preta com a inscrição “Mulher: substantivo. Fêmea humana adulta”. Durante um tempo técnico, uma armadora do Sky, Natasha Cloud, começou a gritar e apontar para Freedom. O ex-jogador abriu os braços e deu um passo em direção à quadra, quando seguranças e algumas jogadoras do Sky se posicionaram entre os dois. Freedom foi escoltado para fora da quadra e então esticou a camiseta, incentivando manifestações da torcida. A questão da presença de jogadoras trans em esportes femininos se tornou uma grande discussão na WNBA recentemente: embora a competição nunca tenha sido disputada por atletas transgênero, o acordo coletivo de trabalho da liga não contém cláusulas específicas sobre identidade de gênero ou sexo de nascimento. Uma armadora do Indiana Fever, Sophie Cunningham, se manifestou contra a presença de atletas transgênero em esportes femininos e foi elogiada por Freedom, que a chamou de “heroína americana” em entrevista à Fox News este mês. Antes da partida deste domingo, Freedom participou de uma manifestação de apoio a Cunningham do lado de fora do ginásio. Americano de origem turca, ele jogou 11 temporadas na NBA e se tornou conhecido pelo ativismo contra a China e o presidente da Turquia, Recep Erdogan. Este mês, como forma de protesto, Freedom e Royce White, outro ex-jogador da NBA (filiado ao Partido Republicano), se candidataram para o próximo recrutamento de jogadoras da WNBA, afirmando que se identificam como mulheres. Em resposta, o sindicato das jogadoras da WNBA afirmou em comunicado que “o ódio, o abuso e a demonização de qualquer pessoa ou grupo de pessoas, incluindo pessoas transgênero, apenas alimentam o medo, a divisão e os danos” e que as atletas da liga “não serão usadas como peças de manobra política”.