Morre o jornalista esportivo Marcos Penido, aos 74 anos

admin
29 Aug, 2026
Jornalista esportivo teve uma carreira de mais de três décadas dedicada à cobertura do futebol Foto: Reprodução/Redes Sociais Morreu neste sábado (29), o jornalista esportivo Marcos Penido, aos 74 anos. O profissional trabalhou por 32 anos no jornal O Globo, entre 1983 e 2015, e teve morte confirmada após enfrentar um quadro de insuficiência cardíaca. Ao longo da carreira, Penido se destacou pela cobertura do futebol e conquistou dois Prêmios Esso. Conhecido como Penidão, Marcos deixa a mulher, Rita, e dois enteados, além de amigos e admiradores que construíram uma relação com ele nas redações do Rio de Janeiro. Fora do ambiente profissional, o jornalista também mantinha uma forte ligação com seu clube de coração, o Botafogo. Marcos Penido marcou o jornalismo esportivo Penido conquistou seu primeiro Prêmio Esso enquanto trabalhava no Jornal do Brasil, pela cobertura da Copa do Mundo de 1982. Anos depois, recebeu outra premiação pela participação na reportagem que revelou um esquema de manipulação de resultados no futebol carioca, em 1994. “Ele era o que hoje em dia cada vez temos menos no jornalismo, um repórter. Um cara dedicado a descobrir notícias. Cobriu nove Copas do Mundo, de 1982 a 2014 (...). Ganhou o primeiro Premio Esso em 1983 pela cobertura da Copa de 1982, a sua primeira na profissão pelo Jornal do Brasil. Depois, ganhou em O Globo com a equipe reportagem que deflagrou esse processo de manipulação de resultados em 1994. Uma pessoa doce, um gigante adorável”, conta Toninho Nascimento, editor do Globo e por 16 anos chefe de Penido. O futebol carioca viveu um período de grande tensão após a circulação do GLOBO em 16 de dezembro de 1994. Naquela edição, Marcos Penido assinou uma reportagem que revelou um esquema de manipulação de resultados envolvendo a arbitragem da Ferj. Dessa forma, com a repercussão da denúncia, o caso ganhou força e, na sequência, desencadeou uma investigação sobre a atuação dos árbitros no Campeonato Carioca. Wagner Canazaro, então diretor do quadro de árbitros da entidade, havia convocado 70 juízes para articular um esquema de manipulação de resultados no Carioca de 1994. A partir da descoberta, os jornalistas iniciaram um trabalho intenso de apuração em busca da verdade e, como resultado, impediram a execução do esquema. Além disso, a investigação rendeu ao grupo formado por Marcos Penido, César Seabra, Eduardo Tchao, Paulo Júlio Clement, Antônio Roberto Arruda e Gustavo Poli o Prêmio Esso de Informação Esportiva.